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Medidas de coação para Bruno de Carvalho e “Mustafá” são conhecidas quinta-feira

O líder da claque Juve Leo e o ex-presidente do Sporting foram interrogados na tarde desta quarta-feira pelo juiz Carlos Delca. As respetivas medidas de coação só são conhecidas esta quinta-feira.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

As medidas de coação de Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, e Nuno Mendes (“Mustafá”), líder da claque Juventude Leonina (Juve Leo), vão ser conhecidas esta quinta-feira às 10h, depois de os dois terem sido ouvidos pelo juiz Carlos Delca no Tribunal do Barreiro, esta quarta-feira. Bruno de Carvalho deverá passar, assim, mais uma noite (a quarta) no posto da GNR de Alcochete.

Na manhã de quarta-feira, a defesa do ex-presidente leonino exigiu ler todos os indícios contra ele, daí que os interrogatórios tenham sido apenas iniciados de tarde. Mustafá foi o primeiro a ser interrogado e logo de seguida Bruno de Carvalho. O juiz Carlos Delca, recorde-se, foi o mesmo que deu ordem de prisão aos 38 indivíduos envolvidos no ataque à Academia sportinguista.

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes foram detidos no domingo com base em mandados de detenção emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. O ex-Presidente do Sporting foi indiciado de 56 crimes — entre eles terrorismo, sequestro posse e posse de arma proibida — e Mustafá estará associado à invasão de Alcochete que decorreu no passado dia 15 de maio e que deu origem a várias agressões a jogadores, funcionários e equipa técnica do clube leonino.

As diligências começaram por estar marcadas para terça-feira e um comunicado do tribunal, entregue aos jornalistas, explicava mesmo que os interrogatórios começariam por volta do meio dia. Mas todo o tempo terá sido ocupado com ambas as defesas a acederem aos dossiers da investigação e, consequentemente, aos elementos de prova que justificam a sua detenção e envolvimento nos acontecimentos de 15 de maio na Academia do Sporting, em Alcochete.

As diligências já tinham começado com atraso, por causa da greve dos funcionários judiciais. Estava previsto começarem às 11h da manhã, mas só arrancaram quase uma hora depois, por volta das 11h50. Em novo comunicado, o tribunal explicou que os advogados pediram para consultar muitos documentos e que só foi possível permitir que essa consulta acontecesse, na verdade, já perto das 16h00. Minutos depois, os trabalhos tiveram de ser interrompidos, mais cedo que o habitual e pela mesma razão: além da greve entre as 9h e as 11h da manhã, os funcionários judiciais também não estão a fazer qualquer hora extraordinária. Assim sendo, os interrogatórios propriamente ditos foram adiados para esta quarta-feira e, agora, as medidas de coação serão conhecidas esta quinta-feira.

Bruno de Carvalho à saída do tribunal de Alcochete esta quarta-feira.

Bruno de Carvalho, Mustafá, Alcochete,

Mustafá à saída do tribunal de Alcochete esta quarta-feira.

No perímetro circundante do tribunal esteve montado um forte dispositivo policial para garantir a segurança e tranquilo funcionamento dos trâmites jurídicos. Ao mesmo tempo, um grupo de funcionários do tribunal esteve à porta do mesmo espaço, em manifestação por melhores condições de trabalho.

À volta do Tribunal do Barreiro está montado um forte dispositivo policial. ©João Porfírio/Observador

Entretanto, apesar de os ânimos terem estado sempre calmos nos arredores do Tribunal do Barreiro, dois grupos de pessoas fizeram-se ouvir ao longo de toda a manhã de terça-feira. Por um lado, os oficiais de justiça em greve, por outro, uma pequena falange de adeptos do Sporting Clube de Portugal que entoou cânticos de apoio a Bruno de Carvalho, exibindo, simultaneamente, cachecóis a dizer “Força Bruno”.  O grupo de manifestantes em greve chegaram a adaptar uma canção de apoio sportinguista à suas reivindicações — oiça-a no vídeo em baixo.

[apoiantes de BdC à porta do Tribunal do Barreiro]

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