A Assembleia Geral (AG) para discutir e votar a suspensão de sócio de Bruno de Carvalho está agendada para o dia 15 de dezembro, sendo que a 30 de novembro haverá uma primeira para discutir o orçamento.

Vários órgãos de comunicação avançaram que a reunião serviria para votar a expulsão do ex-presidente do Sporting, mas, para já, essa possibilidade não está prevista, apurou o Observador. A razão é simples: a AG vai apenas debater os recursos apresentados por sócios e ex-dirigentes que foram suspensos ou expulsos. No caso de Bruno de Carvalho, até agora, nenhuma medida de expulsão foi aplicada — apenas a de suspensão de sócio, que está, atualmente, em vigor.

O ex-presidente do Sporting está, assim e apenas, no lote de ex-dirigentes que foram suspensos e que recorreram à Mesa da Assembleia Geral para tentar reverter a decisão. Sócios com ordem de expulsão apenas dois: Elsa Judas e Trindade Barros, que foram Presidente e vice-Presidente da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral. E serão apenas estes os casos analisados na reunião marcada para 15 de dezembro.

A confusão terá nascido do facto de o anterior Conselho Fiscal e Disciplinar, na véspera das eleições que escolheram Frederico Varandas e os novos órgãos sociais do clube, ter recomendado “vivamente” a expulsão de Bruno de Carvalho. Foi, porém, apenas uma recomendação para processos disciplinares futuros e não a aplicação de uma sanção.

Essa hipótese não está, ainda assim, totalmente, afastada, caso avance um novo processo contra Bruno de Carvalho. Se, de facto, o atual Conselho Fiscal e Disciplinar decidir aplicar a sanção de expulsão nesse novo processo, a sequência de passos será a mesma: o ex-dirigente pode recorrer para a AG e, numa nova reunião, a Mesa decidirá se mantém ou anula essa decisão.

Na noite desta terça-feira, Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, em entrevista à Sporting TV, explicou que é essa apenas a função da MAG: receber os recursos e decidir se mantém a sanção inicial ou se a revoga. No caso das suspensões, os recursos são têm efeito suspensivo (ou seja, mesmo antes da decisão final da AG, os sócios já estão suspensos, como é o caso de Bruno de Carvalho). No caso das expulsões, os recursos travam a execução da sanção aplicada, o que significa que apenas depois da decisão na AG de 15 de dezembro se saberá se Elsa Judas e Trindade Barros serão, de facto, expulsos do clube ou se o processo disciplinar cai por terra.

Os dois integraram a polémica Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral, nomeada por Bruno de Carvalho, que visava substituir a MAG de Jaime Marta Soares. Trindade Barros acabaria até por integrar a lista que o ex-presidente leonino apresentou às eleições e que foi recusada.

O ex-líder do Sporting, detido no passado domingo, no âmbito da investigação ao ataque à Academia, foi destituído no dia 23 de junho e impedido de concorrer às eleições do clube, das quais resultou a eleição de Frederico Varandas, atual presidente do Sporting.