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Donald Trump voltou a responder à proposta de exército europeu de Macron: “Nas Guerras Mundiais o inimigo foi a Alemanha”

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Donald Trump voltou a criticar o exército europeu proposto por Emmanuel Macron e lembrou que na I e na II Guerras Mundiais o inimigo "foi a Alemanha". O desacordo entre os dois teve início no sábado.

O desacordo entre Emmanuel Macron e Donald Trump começou no sábado, na antecâmara das comemorações do centenário do armistício

Getty Images

Donald Trump voltou esta terça-feira ao tema do exército europeu proposto por Emmanuel Macron para “defender a Europa dos Estados Unidos, da Rússia e da China”. Numa série de tweets, o presidente norte-americano recordou que “na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais” o inimigo “foi a Alemanha” e que os franceses “estavam a começar a aprender alemão em Paris na altura em que os Estados Unidos chegaram”.

Na mensagem seguinte, Donald Trump referiu-se ao comércio entre os Estados Unidos e França. “França produz vinho excelente, mas os Estados Unidos também. O problema é que França torna muito difícil para os Estados Unidos vender os seus vinhos lá, cobrando tarifas muito altas, e os Estados Unidos tornam muito fácil a venda de vinhos franceses, com tarifas muito baixas. Não é justo, é preciso mudar”, afirmou o presidente norte-americano. Logo de seguida, explicou que “o problema é que Emmanuel Macron sofre com uma taxa de aprovação muito baixa, 26%, e uma taxa de desemprego de quase 10%” e terminou com “Make France Great Again”, tornar França grande outra vez – uma versão do conhecido slogan que utilizou na campanha presidencial de 2016 e que ainda mantém, “Make America Great Again”.

O desacordo entre Trump e Macron, que até têm uma relação próxima, começou este sábado. Numa entrevista à rádio Europa 1, na passada terça-feira, o presidente francês apelou à criação de “um verdadeiro exército europeu” para melhor proteger o continente. Macron referiu-se às sucessivas ameaças à Europa, à intrusão no ciberespaço e à saída dos Estados Unidos do tratado de armas nucleares de médio alcance, concluído durante a Guerra Fria. “Só protegeremos os europeus se decidirmos ter um verdadeiro exército europeu”, afirmou o presidente francês, considerando ser necessário “a Europa proteger-se da China, da Rússia e, mesmo, dos EUA”.

À chegada a Paris, para as comemorações do centenário do armistício da Primeira Guerra Mundial, Donald Trump apressou-se a criticar a proposta de Emmanuel Macron. “O presidente Macron acaba de sugerir que a Europa construa o seu próprio exército, para se proteger dos Estados Unidos da América, da Rússia e da China”, escreveu o presidente norte-americano no Twitter. “Muito insultuoso. Talvez a Europa devesse pagar antes a sua parte à NATO, que os EUA subsidiam largamente!”, acrescentou.

Mais tarde, em declarações aos jornalistas, Emmanuel Macron esclareceu que “nunca disse que era necessário criar um exército europeu contra os Estados Unidos”. E continuou: “Compreendo que a sequência de tópicos [da entrevista à rádio Europa 1] possa ter gerado alguma confusão. Mas são dois assuntos diferentes, o tratado de armas nucleares de médio alcance e o tema de uma força de defesa europeia, no qual estou a trabalhar e está em andamento”, salientou o presidente francês, vincando que “a saída do tratado de armas nucleares de médio alcance tem a ver com a segurança da Europa e é por isso que a Europa deve estar envolvida no diálogo sobre este assunto”.

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