O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta terça-feira que o Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 1% em outubro face ao mesmo mês de 2017, desacelerando face à variação de 1,4% em setembro.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 0,4%, valor inferior em 0,5 pontos percentuais face ao registado em setembro. Por classes de despesa e face ao mês precedente, o INE destaca as diminuições das taxas de variação homóloga nos restaurantes e hotéis, bem do lazer, recreação e cultura, com -0,6% e -0,5%, respetivamente (3,3% e 0,3% no mês anterior).

Em sentido oposto, assinalam-se os aumentos da taxa de variação homóloga da classe de bebidas alcoólicas e tabaco e dos bens e serviços diversos, com uma variação de 3,2% e 0,9%, respetivamente (2,1% e 0,6% em setembro). A variação mensal do IPC foi negativa em 0,1% (1,1% no mês precedente e 0,3% em outubro de 2017).

Segundo o INE, a variação média dos últimos 12 meses fixou-se em 1,1%, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais à registada no mês anterior. O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 0,8%, taxa inferior em 1,0 pontos percentuais à do mês anterior e inferior em 1,4 pontos percentuais à estimativa do Eurostat para a área do euro (em setembro, esta diferença tinha-se situado em 0,3 pontos percentuais).

O IHPC registou uma variação mensal de -0,5% (1,5% no mês anterior e 0,5% em outubro de 2017) e uma variação média dos últimos 12 meses de 1,3% (valor inferior em 0,1 pontos percentuais ao registado em setembro).