Crescimento Económico

INE divulga esta quarta-feira crescimento da economia no 3.º trimestre

De acordo com a média das estimativas dos analistas ouvidos pela agência Lusa, o crescimento da economia portuguesa deverá manter-se constante no terceiro trimestre.

MARIO CRUZ/LUSA

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga esta quarta-feira a estimativa rápida das contas nacionais no terceiro trimestre e, segundo as previsões dos analistas consultados pela Lusa, a economia deverá crescer 0,5% em cadeia e 2,3% em termos homólogos.

De acordo com a média das estimativas dos analistas ouvidos pela agência Lusa, o crescimento da economia portuguesa deverá manter-se constante no terceiro trimestre, ao crescer 0,5% em cadeia e 2,3% face ao mesmo período de 2017.

Os analistas consultados pela Lusa estimam que o crescimento se situe entre os 2,2% e os 2,4% em termos homólogos e os 0,4% e os 0,6% em cadeia.

Ao nível do crescimento homólogo, as previsões mais otimistas (2,4%) foram dadas pelo Montepio e a XTB.

Para o economista chefe do Montepio, Rui Serra, a estimativa é de um crescimento em cadeia de 0,6% e de 2,4% em termos homólogos, mantendo, nos dois casos, o ritmo do 2.º trimestre.

Para o conjunto do ano, o Montepio mantém a previsão de um crescimento anual de 2,3% (em linha com a estimada pelo Governo).

Para o gestor da XTB, Pedro Amorim, a expectativa para o crescimento do PIB do terceiro trimestre é de 0,5% (trimestral) e de 2,4% (anual).

No entanto, alerta, poderá registar-se uma redução do crescimento para 2,3% no final do ano, como apontam as agências de ‘rating’, devido ao aumento de taxas de juro das dívidas soberanas, provocado pelo sentimento de instabilidade da economia italiana.

O economista do Santander Bruno Fernandes estima, por sua vez, que o crescimento homólogo do PIB se situe nos 2,3% no terceiro trimestre, à semelhança do anterior, e nos 0,4% em comparação com o trimestre anterior.

A previsão mais pessimista em termos homólogos foi indicada pela economista do banco BPI Teresa Gil Pinheiro, que para o terceiro trimestre antecipou uma desaceleração ligeira, para 0,4% trimestral e 2,2% homólogo, em linha com os indicadores de atividade e de confiança, “que permanecem num patamar elevado, mas decresceram desde o início do ano”.

“O principal contributo deverá ter origem na procura interna, enquanto a procura externa líquida terá um contributo provavelmente negativo, mantendo o perfil dos trimestres anteriores”, referiu. O banco BPI estima que o PIB se situe nos 2,1% no conjunto do ano, abaixo da previsão do Governo de 2,3%.

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