Enjoar em viagem está longe de ser bom ‘programa’ para quem tem pela frente bastantes quilómetros a percorrer. Contudo, este é um problema que afecta muitas pessoas e que, na opinião da Jaguar Land Rover (JLR), pode e deve ser resolvido em prol do prazer de andar de carro. Sobretudo, quando esse carro for um veículo autónomo.

Antecipando-se à realidade, o grupo automóvel britânico desencadeou uma investigação que visa, em última análise, fazer do carro autónomo o melhor condutor do mundo. A ponto de conseguir identificar os primeiros sintomas de enjoo de quem segue a bordo e intervir antes que o mal-estar se instale. Mas como é que um automóvel pode fazer isso?

A resposta, considera a JLR, estará num algoritmo capaz de quantificar o conforto do passageiro – o que é essencial quando, ao que tudo indica, as deslocações vão passar a ser aproveitadas para descansar ou trabalhar. Partindo desse pressuposto, as marcas britânicas desencadearam uma investigação, que conta já com mais de 24.000 km de testes, com o objectivo de compilar dados que podem estar relacionados com a má disposição em viagem. A ideia é, com base em diferentes factores e dados, definir procedimentos que maximizem o conforto a bordo e que serão accionados quando os sensores instalados no veículo autónomo identificarem os primeiros sintomas de enjoo que, segundo o grupo britânico, se manifestam 60 segundos antes de se instalar realmente um mal-estar.

Identificado o problema, o carro deverá comportar-se como o mais zeloso dos condutores, ora ajustando ajustado a inclinação do ecrã do sistema de entretenimento, regulando a temperatura do ar condicionado ou, até mesmo, activando o som das indicações do sistema de navegação, para que os passageiros antecipem que mudanças de direcção o veículo fará, o que lhes permite encontrar uma forma mais cómoda de lidar com isso.

Haverá diferentes soluções para mitigar o enjoo, sendo que o software vai decidir qual a melhor linha de acção, em função do contexto da condução. Por exemplo, dependendo do ritmo, do piso ou da trajectória, o carro autónomo pode tirar partido das suspensões adaptativas para reduzir o balanço e a inclinação do veículo, com isso reduzindo a probabilidade de quem segue a bordo enjoar.