CDS-PP

Líder do CDS-PP afirma intenções “claríssimas desde a primeira hora” sobre Tancos e vai chamar Primeiro-ministro

O esclarecimento de "toda a verdade, tudo o que passou em Tancos e o hipotético encobrimento do furto" são as intenções de Assunção Cristas, que chamará António Costa a depor.

TIAGO PETINGA/LUSA

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta quarta-feira que “são claríssimas desde a primeira hora” as intenções do CDS-PP na comissão de inquérito ao furto de Tancos e reafirmou que chamará o primeiro-ministro a depor.

“São claríssimas desde a primeira hora, saber toda a verdade, utilizando a expressão do Presidente da República, ‘doa a quem doer'”, disse Assunção Cristas, após instada a comentar declarações do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que em entrevista ao Público e à Rádio Renascença considerou que os objetivos do CDS “não são claros”.

“Os objetivos do CDS, para mim, não são claros. O CDS não só pediu a demissão do ministro da Defesa como de um chefe militar, o chefe de Estado Maior do Exército. Isto não é coisa pequena”, disse o secretário-geral comunista.

Para Jerónimo de Sousa, o “elemento crucial” da investigação criminal como da comissão parlamentar de inquérito que hoje toma posse no parlamento é “saber quem roubou as armas e para quê”.

Assunção Cristas sustentou que “o CDS tem sido muito claro desde a primeira hora” quanto aos motivos do partido para propor a comissão de inquérito que, considerou, “foi aprovada a bom tempo”.

O esclarecimento de “toda a verdade, tudo o que passou em Tancos e o hipotético encobrimento do furto” são as intenções do partido, reforçou, sublinhando que o CDS chamará “todas as pessoas relevantes e certamente o senhor primeiro-ministro”.

“Porque nos parece que a informação ou já foi sendo dada por vários responsáveis políticos e governamentais não é toda ela consistente e condizente. E é obviamente importante ouvir o primeiro-ministro sobre a matéria”, insistiu, acrescentando que, como é prerrogativa do primeiro-ministro, António Costa poderá responder por escrito.

A comissão parlamentar de inquérito ao furto de material militar em Tancos, caso que já ditou a demissão do ministro da Defesa e do chefe do Exército, vai hoje tomar posse.

Como habitualmente, será o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, a conferir posse aos deputados da comissão, que será presidida pelo socialista Filipe Neto Brandão, e tem um prazo de 180 dias para funcionar.

O objetivo, lê-se na resolução do CDS-PP aprovada no parlamento, é “identificar e avaliar os factos, os atos e as omissões” do Governo “relacionados direta ou indiretamente com o furto de armas em Tancos”, de junho de 2017, data do furto, ao presente, e “apurar as responsabilidades políticas daí decorrentes”.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
CDS-PP

O governo merece uma censura /premium

João Marques de Almeida

Se o Presidente, o PM e os partidos parlamentares fossem responsáveis e se preocupassem com o estado do país, as eleições legislativas seriam no mesmo dia das eleições europeias, no fim de Maio. 

Arrendamento

A coisa /premium

Helena Matos

Programas para proprietários que antes de regressarem à aldeia entregam ao Estado as suas casas para arrendar. Torres com 300 apartamentos. O arrendamento tornou-se na terra da intervenção socialista

Médicos

Senhor Dr., quanto tempo temos de consulta?

Pedro Afonso

Um dos aspetos essenciais na relação médico-doente é a empatia. Para se ser empático é preciso saber escutar. Ora este é um hábito que se tem vindo a perder na nossa sociedade, e nas consultas médicas

Crónica

Na Caverna da Urgência

António Bento

A principal queixa do homem contemporâneo é a de uma permanente e estrutural sensação de «falta de tempo». Há uma generalização da urgência a todos os domínios da experiência e da existência moderna.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)