Na passada terça-feira, dia 13 de novembro, da discussão entre o Governo, patrões e sindicatos sobre o rendimento mensal mínimo 2019, as entidades patronais admitiram que o salário mínimo pode vir a atingir valores acima dos 600 euros, caso as empresas passem a ter cargas fiscais menores em setores como a energia.

De acordo com a TSF, o ponto de partida da discussão foi o valor proposto pelo Executivo, de 600 euros, que os patrões não excluíram, admitindo mesmo que essa quantia possa vir a ser ultrapassada. Já António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), avisa que as empresas só passarão os 600 euros caso o Governo inclua contrapartidas lucrativas no Orçamento do Estado.

Que daí possa vir condição melhor para a economia. Se assim não for, não alteraremos”, garantiu o representante da CIP, em entrevista à TSF.

João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços (CCP), acrescentou que devem ser feitas alterações em “tudo o que tem a ver com energia e tributações autónomas, que são áreas em que o Governo não se desfaz, e até agrava a carga fiscal sobre as empresas.”

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social admite que irá analisar o aumento salarial caso haja um acordo entre as entidades sindicais e os empregadores, advertindo que “a contrapartida da evolução do salário mínimo nacional é ele próprio. É o efeito positivo que ele traz para a economia, o facto de ajudar ao crescimento da economia e a reduzir as desigualdades”, concluiu.