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Companhias Aéreas

Homem processa British Airways por ter ficado ao lado de passageiro com excesso de peso

Stephen Prosser esteve num voo de 12 horas ao lado de um passageiro que, segundo ele, tinha excesso de peso, obrigando-o a ir numa "posição anormal". O cliente alega ter ficado com lesões na coluna.

ANDY RAIN/EPA

Um homem de 51 anos alega que sofreu ferimentos e perda de rendimento no trabalho depois de ter sido “forçado” a sentar-se ao lado de um homem que teria, do seu ponto de vista, excesso de peso. O episódio durante um voo de 12h da British Airways de Bangkok a Londres. O passageiro processou a companhia aérea britânica e pediu uma indemnização de dez mil libras (cerca de 11 mil euros).

Segundo as declarações que deu ao tribunal de Pontypridd, no País de Gales, Stephen Prosser descreveu o passageiro que se sentou ao seu lado como “extremamente grande”, “do tamanho de Jonah Lomu” — um jogador de râguebi –, alegando que este pesava cerca de 140 quilos e media 1,93 metros. “Ele sentou-se com os joelhos encostados ao banco da frente e o resto do corpo estava a transbordar para o meu assento por alguns centímetros”, disse Prosser, acrescentando que percebeu “imediatamente que a viagem iria ser problemática” e que, devido ao peso do passageiro, teve que estar numa “posição anormal”.

Devido ao seu tamanho, quando ele colocava o braço para baixo ficava no meu apoio e acabava por, sem querer, aumentar o volume do meu áudio a um nível extremo cada vez que fazia isto”, descreveu Stephen Prosser.

Segundo o The Guardian, o cliente preferiu não dizer nada ao passageiro durante o voo porque ele parecia estar ciente do excesso de peso, mas reclamou com a tripulação do avião, que lhe terá dito que não existiam mais lugares disponíveis no Boeing 777. O caso ocorreu em 2016, mas só agora está a ser analisado.

Stephen Prosser argumentou ainda que, depois desse voo, ficou com um “espasmo contínuo nas costas”, uma lesão que causou o mau funcionamento da articulação na parte inferior da coluna e agravou uma lesão que já teria na coluna há 12 anos. O engenheiro afirmou ainda que as dores nas costas impediram-no de trabalhar e que ficou sem energia. As maleitas terão também afetado o relacionamento com quem vive e obrigado à desistência da prática de ciclismo de montanha.

Para Timothy Salisbury, representante da British Airways, Prosser exagerou ao comparar o passageiro com um jogador de râguebi que já faleceu e disse que o passageiro “era alto, mas não com excesso de peso”. Já Chris McLindon, gerente de atendimento ao cliente que esteve a bordo do voo, disse que Prosser não parecia estar desconfortável e que “chegou até a adormecer” durante a viagem. O processo continua a ser analisado.

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