O F40, produzido entre 1987 e 1992, nasceu para comemorar de forma condigna o 40º aniversário da marca do Cavallino Rampante. Com um motor V8 com as cabeças separadas por 90º, como deve ser para maximizar o equilíbrio, 2.936 cc e dois turbocompressores para extrair 478 cv, a imponente unidade motriz estava montada em posição longitudinal, o que permitiu conceber um superdesportivo com apenas dois lugares e 4,358 metros de comprimento, ou seja, pouco mais do que um Golf. E, sem ultrapassar 1.235 kg, um verdadeiro peso-pluma face à potência disponível.

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Além de ser o último modelo aprovado e apresentado pelo fundador Enzo Ferrari, que faleceu cerca de um ano depois, o F40 foi o único desportivo da marca italiana que mereceu a famosa frase atribuída a Enzo: “Se Deus fosse um carro, seria um F40.” E a prova do seu sucesso é confirmada pelo facto de, apesar de estar previsto fabricar apenas 400 unidades, foram na realidade produzidos 1.311 exemplares, por um preço equivalente a 350.000€, o que não impediu que Nigel Mansell vendesse o seu F40 em 2010 por mais de 1 milhão de euros.

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Ainda hoje extremamente popular, o F40 que, recordemos, surgiu como substituto do 288 GTO e que foi substituído pelo F50, continua a manter intacta uma legião de adeptos. E são esses que “exigem” um substituto à altura. Para colaborar activamente na solução, o estilista Samir Sadikhov avançou com uma proposta do que poderia ser o Ferrari moderno a evocar o espírito do saudoso F40. E o resultado é de tal forma atraente que até Pininfarina, que desenhou o desportivo de 1987, ficaria agradado com o novo, caso a marca italiana avance com a proposta.