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Museu de Arte Antiga vai “Terra Adentro” com exposição dedicada ao espanhol Sorolla

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A exposição "Terra Adentro", no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, vai abrir ao público em 7 de dezembro e tem fecho marcado para 31 de março de 2019.

A exposição do MNAA vai reunir mais de uma centena de quadros de Joaquín Sorolla y Bastida (1863-1923)

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O pintor espanhol Joaquín Sorolla vai ser alvo da exposição “Terra Adentro”, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, a abrir ao público em 7 de dezembro, publicou esta sexta-feira o museu português no seu sítio oficial online. A exposição vai reunir mais de uma centena de quadros de Joaquín Sorolla y Bastida (1863-1923), o mestre nascido em Valência, conhecido em Espanha como “o grande pintor da luz”.

Organizada em parceria com o Museo Sorolla, de Madrid, e comissariada pela professora Carmen Pena, “Terra Adentro – A Espanha de Sorolla” vai reunir quadros provenientes da coleção do museu espanhol e de coleções particulares de Espanha, segundo a informação publicada pelo Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

“Trata-se de uma versão aumentada e enriquecida da exposição de 2016, ‘Sorolla, Tierra Adentro’, que, em Madrid, mostrou como Sorolla deu a conhecer novas versões das diversas paisagens espanholas, dotando-as de um novo sentido e significado”, escreve o MNAA, na página dedicada à mostra, na internet.

De acordo com o museu das Janelas Verdes, “predominam na mostra as paisagens que o mestre espanhol do ‘ar livre’ e da ‘luz intensa’ executou nas suas viagens pela Espanha da viragem do século XIX para o século XX, desde a sua Valência natal até ao País Basco e à Andaluzia”.

Sorolla participava, então, “num movimento cultural que buscava uma outra imagem do país, alheada da representação historicista de glórias passadas e encontrando-a na pura paisagem, tanto das regiões da periferia peninsular quanto nos campos da Mancha ou de Castela e seus monumentos”, explica o MNAA.

A seleção de peças contempla algumas pinturas fundamentais da sua “imagem de marca”, garante o museu português: as cenas de beira-mar, em praias do Levante, as brincadeiras estivais de crianças e jovens veraneantes, e a faina de pescadores das costas de Valência.

“Sorolla é um dos grandes vultos da pintura moderna europeia e continua a ser muito mal conhecido em Portugal”, escreve o MNAA que, em 2015, na exposição temporária sobre a Coleção Masaveu, dedicou grande parte da derradeira sala do percurso à pintura de Sorolla.

“Esta é uma oportunidade para se contactar com um núcleo fundamental da obra” de Sorolla, “antes mesmo da grande exposição antológica que a National Gallery de Londres prepara para a primavera de 2019”, dedicada ao pintor espanhol.

Joaquín Sorolla nasceu em 27 de fevereiro de 1863, em Valência, Espanha, e morreu em 10 de agosto de 1923, em Cercedilla, na região de Madrid. Formado na Academia de San Carlos, em Valência, fez estudos em Roma e Paris, assimilando o impressionismo da época, que transformou numa abordagem pessoal, dominada por contrastes de luz e sombra, cores brilhantes e pinceladas vigorosas, que marcam o movimento, a textura dos tecidos e dos materiais retratados, e a transparência da água do mar.

Sorolla pinta cenas do quotidiano, muitas vezes como se fossem instantâneos, narrativas em que se reconhece uma abordagem social – em particular nas primeiras obras -, uma certa ironia ou sentido de humor, mas, sobretudo, o testemunho de modos de vida da época.

A primeira exposição individual de Sorolla fora de Espanha teve lugar nos Estados Unidos da América, em 1909, na Hispanic Society de Nova Iorque. O sucesso da crítica abriu outros palcos internacionais ao pintor e fez com que o Presidente norte-americano William Taft o escolhesse para fazer o seu retrato oficial.

A exposição no MNAA, em Lisboa, tem data de fecho marcada para 31 de março de 2019.

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