Num vídeo para marcar o início da semana nacional de sensibilização para o teste da sida, o duque de Sussex fez ele próprio o teste do VIH. O objetivo é mostrar como aquele teste é “completamente normal e acessível”, e que não há vergonha nenhuma em fazê-lo. Mais: que o vírus da sida deve ser tratado da mesma forma que qualquer vírus da gripe.

“Fazer o teste do VIH é algo de que uma pessoa se deve orgulhar — não é algo do qual se deva sentir vergonha ou embaraço. Da mesma forma que se trata, nesta altura do ano, contra os vírus da gripe e da constipação, também deve proteger a sua saúde fazendo o teste do VIH”, diz o príncipe Harry na mensagem divulgada em vídeo.

De acordo com o The Guardian, Harry tem sido um dos principais rostos do combate a este estigma, tendo há dois anos feito o teste numa transmissão em direto para o Facebook. Nessa altura houve um aumento de cinco vezes nas encomendas de testes do VIH da Terrence Higgins Trust. “Estamos muito satisfeitos por ter o Duque a apoiar sistematicamente a nossa causa, normalizando o teste e acabando com o estigma”, disse ao Guardian Ian Green, diretor da Terrence Higgins Trust, acreditando que a próxima semana poderá mesmo ser a mais bem sucedida semana de sensibilização de sempre. “É um objetivo ambicioso, mas acho que estamos perante uma real oportunidade de vir a ter zero novas infeções pelo VIH no Reino Unido“, disse.

Dados da Terrence Higgins Trust indicam que uma em cada oito pessoas com VIH não são diagnosticadas e nem sequer sabem que têm o vírus da sida, enquanto em 43% dos novos diagnósticos feitos em 2017 a doença já se encontrava num estado muito avançado, o que significa que não foram diagnosticadas a tempo.

O objetivo da campanha de sensibilização protagonizada pelo príncipe Harry é, por isso, mostrar que o diagnóstico atempado é a chave para o controlo da doença. Com um laço vermelho na lapela, o Duque de Sussex aparece a dizer que não se conseguirá acabar com o vírus da imunodeficiência humana enquanto o teste não for visto como completamente normal e acessível a todos.