Carris

Fiscais da Carris vão poder passar multas de estacionamento

2.900

Novo estatuto da empresa permite fiscalizar o cumprimento do Código da Estrada nas vias sob jurisdição municipal, que são a maioria das da capital portuguesa.

Jose Sena Goulao/LUSA

Os fiscais da Carris podem agora passar multas de estacionamento e fiscalizar o cumprimento do Código da Estrada nas vias sob jurisdição municipal na cidade de Lisboa, escreve este domingo o Expresso.

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou na quinta-feira o novo estatuto da empresa, que é concessionária do transporte público de superfície na cidade, com os votos contra de toda a oposição — CDS, PSD e PCP.

Porém, a deliberação não explicitava as ações concretas que os fiscais da Carris passam a poder levar a cabo. Ao Expresso, a autarquia esclareceu agora que a principal prioridade da empresa neste âmbito vai ser a fiscalização dos percursos onde passam os autocarros e os elétricos.

O objetivo é combater de forma mais eficaz os obstáculos à circulação das viaturas. “Em outubro foram registadas 137 ocorrências de corredores Bus bloqueados, de que resultaram 86 horas perdidas de serviço público”, exemplifica a autarquia lisboeta àquele jornal.

Para a Câmara Municipal de Lisboa, a ideia em dar esta possibilidade à Carris passa por promover “uma mais eficiente exploração da concessão, nomeadamente no que respeita às condições de circulação nas faixas e vias reservadas ao transporte público regular de passageiros, reduzindo as perturbações na circulação, aumentando a velocidade comercial, a regularidade e a eficiência do serviço”.

Na deliberação aprovada na quinta-feira lê-se que, “enquanto concessionária do serviço público de transporte de passageiros de superfície na cidade de Lisboa, a Carris pode, mediante consentimento do município de Lisboa, exercer atividades complementares ou acessórias do objeto da concessão”.

Entre as atividades complementares referidas encontra-se a “fiscalização do cumprimento das normas do Código da Estrada nas vias sob jurisdição municipal” — que são a esmagadora maioria das ruas de Lisboa.

Os vereadores da oposição manifestaram-se contra a proposta. João Pedro Costa, do PSD, disse que “não é vocação da Carris passar multas de estacionamento ou fiscalizar o Código da Estrada”.

Já o vereador João Gonçalves Pereira, do CDS, disse que a decisão era uma “aberração e enorme confusão” e um “desrespeito para com a Polícia Municipal”. Da parte do PCP, João Ferreira disse que a possibilidade de fiscalizar o Código da Estrada “devia continuar” na Polícia Municipal e na PSP.

Apenas o Bloco de Esquerda, que assinou com Fernando Medina um acordo de governação da cidade após as eleições autárquicas do ano passado, apoiou a proposta socialista. O vereador bloquista Manuel Grilo afirmou que é “necessário muitas vezes agir sempre que há impedimentos à passagem dos transportes públicos”.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
CDS-PP

O governo merece uma censura /premium

João Marques de Almeida

Se o Presidente, o PM e os partidos parlamentares fossem responsáveis e se preocupassem com o estado do país, as eleições legislativas seriam no mesmo dia das eleições europeias, no fim de Maio. 

Arrendamento

A coisa /premium

Helena Matos

Programas para proprietários que antes de regressarem à aldeia entregam ao Estado as suas casas para arrendar. Torres com 300 apartamentos. O arrendamento tornou-se na terra da intervenção socialista

Médicos

Senhor Dr., quanto tempo temos de consulta?

Pedro Afonso

Um dos aspetos essenciais na relação médico-doente é a empatia. Para se ser empático é preciso saber escutar. Ora este é um hábito que se tem vindo a perder na nossa sociedade, e nas consultas médicas

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)