Crescimento Económico

Portugal não pode continuar com crescimento potencial “anémico”

207

Carlos Costa avisou que Portugal não pode continuar com um "crescimento potencial anémico", insistindo que o que separa o país das restantes economias são as diferenças de produtividade.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, avisou esta segunda-feira que Portugal não pode continuar com um “crescimento potencial anémico”, insistindo que o que separa o país das restantes economias são as diferenças de produtividade.

“O que separa a economia portuguesa das outras são as diferenças de produtividade e não o número de horas trabalhadas”, disse o responsável durante a abertura da 9ª. Conferência do Banco de Portugal (BdP) sobre o desenvolvimento económico português no espaço europeu.

“Não podemos continuar com um crescimento potencial anémico. O país depende do crescimento potencial”, sublinhou o governador do BdP, referindo que este terá como resultado défices elevados, por um lado, e emigração, por outro lado.

Durante o discurso, Carlos Costa falou sobre a importância de refletir sobre as necessidades da economia portuguesa, sobretudo, “em tempos de crescimento económico”, sendo a discussão “ainda mais premente” quanto se observam “sinais de abrandamento”.

Ainda assim, o governador do BdP acredita que independente das oscilações cíclicas, só um crescimento “robusto” poderá fazer a economia portuguesa convergir.

Entre as alavancas citadas por Carlos Costa para exponenciar a produtividade dos trabalhadores estão o reforço das competências, a cultura de mérito e empreendedorismo, o “aprender a superar as iniciativas fracassadas” e a adequação do sistema financeiro às necessidades de financiamento das empresas.

A difusão do conhecimento e a necessidade de as empresas serem capazes de dialogar com detentores do conhecimento foram igualmente referidas por Carlos Costa, assim como a necessidade de melhorar a atratividade do ambiente de negócios e a simplicidade do sistema fiscal.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Crescimento Económico

O país ancorado a 36% /premium

Luís Aguiar-Conraria
786

A região que se esperaria que fosse o motor do país, a Área Metropolitana de Lisboa, serviu como uma âncora, puxando o país para baixo. E pesando de 36% no PIB nacional, é uma âncora demasiado pesada.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)