Alguns clientes das grandes operadoras de telecomunicações em Portugal vão começar a pagar mais ao final do mês de janeiro de 2019. A decisão contraria a tendência dos dois últimos anos, nos quais não houve alterações nos preçários, dado que em 2016 se registou um aumento dos preços por duas vezes, após a guerra pelos conteúdos de futebol entre a Nos e Meo.

O confronto entre as operadoras resultou numa fatura que ainda estão todas a pagar, no âmbito do acordo de partilha dos direitos televisivos, bem como dos custos, assinado em 2016. Desde 2017 que as operadoras não anunciavam um aumento de preços, como se verifica habitualmente no começo de cada ano, tendo como referência a taxa de inflação.

Após esta dupla subida de preços, em 2016, no ano seguinte nenhuma operadora mexeu nos preços. Uma tendência mantida durante este ano, à exceção da Meo que optou por aumentar alguns tarifários nos móveis pós-pagos.

Segundo o Jornal de Negócios, a Meo “vai apenas proceder a uma atualização de preços prevista contratualmente, em linha com a atualização dos valores da inflação”, não tendo especificado o valor concreto do aumento. Afirma ainda que o aumento de preços não será aplicado à totalidade dos subscritores da operadora e que “esta atualização [que entra em vigor dia 1 de janeiro do próximo ano] aplica-se exclusivamente aos clientes que têm contratos com estas condições particulares.”

Relativamente à Nos, o Jornal de Negócios avança que o aumento de preços será aplicado “a apenas alguns dos seus tarifários, em 1,37%, que corresponde à última taxa de inflação anual, a partir de 1 de Janeiro de 2019”, sendo que “uma parte significativa dos serviços/tarifários não sofre alteração de preços.” — Por fim, a Vodafone Portugal que afirmou que “não está previsto nenhum aumento” dos tarifários e a Nowo que não prestou quaisquer declarações ao mesmo jornal.