Transportes

Trotinetes elétricas da VOI recebem 50 milhões em investimento para chegar a Portugal

A startup sueca de trotinetes elétricas partilhadas, concorrente da Lime, já está em cidades como Estocolmo e Madrid. Com um investimento de 50 milhões de euros quer entrar em Portugal.

A VOI foi fundada por Fredrik Hjelm, Douglas Stark, Adam Jafer e Filip Lindvall.

VOI/FACEBOOK

As trotinetes elétricas partilhadas chegaram recentemente a Portugal pelas mãos da Lime e, agora, há mais empresas a quererem entrar no país com esta novidade da mobilidade urbana. Uma delas é a VOI Techonlogy, uma startup da Suécia com investidores como Justin Mateen (co-fundador do Tinder) e Nicolas Brusson (co-fundador e presidente executivo da BlaBlaCar). Esta empresa recebeu cerca de 48 milhões de euros de uma ronda de investimento de série A, da Balderton Capital, para “entrar em novos mercados, como Portugal, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Alemanha, Itália e Noruega”, informou em comunicado.

Atualmente, a VOI Technology está a recrutar, como é possível ver no Linkedin, um responsável nacional que, entre outras funções, vai escolher os colaboradores para os departamentos de Marketing e operações da empresa em Portugal. Esta expansão, que a empresa afirma que vai ser “rápida, mas sustentada”, promete concorrência para outras plataformas deste tipo de mobilidade que querem também vir para Portugal, como a iomo.

Acreditamos que a utilização das ruas e infra-estruturas das cidades para criar um negócio não pode ser feita sem a total cooperação – e apoio – das cidades em questão”, afirma Fredrik Hjelm, presidente executivo da VOI.

A empresa, que foi a primeira startup europeia a investir nesta nova forma de mobilidade urbana, diz que quer “trabalhar lado a lado com o poder político e decisores para melhorar a rede de transporte local em todas as cidades”.

À semelhança da Lime, que desde outubro está na cidade de Lisboa, as trotinetes da VOI têm um preço base de desbloqueio de um euro e um custo 15 cêntimos por minuto. Atualmente, a empresa já tem mais de 120 mil utilizadores. “As nossas trotinetes elétricas oferecem uma alternativa mais rápida a caminhar, mais simples em comparação com uma bicicleta e mais sustentável do que autocarros, táxis e carros privados movidos a combustíveis fósseis”, afirma o presidente executivo.

O fenómeno das trotinetes elétricas tem chegado a Portugal, para já, através de Lisboa. Se a VOI seguir a tendência, vai ser também a partir da capital do país que vai disponibilizar estes transportes.

O mercado da trotinetes elétricas partilhadas tem crescido exponencialmente desde 2012, quando surgiram em São Francisco, nos Estados Unidos. Mesmo com polémicas sobre a forma como os utilizadores as usam — por vezes sem capacete e deixando-as muitas vezes no meio dos passeios — tem crescido exponencialmente.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mmachado@observador.pt
Taxas Moderadoras

Capitulação do bom senso

Diogo Prates

O outro lado da demagogia desta maioria é que enquanto acabam com taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários, os antipsicóticos mais recentes deixaram de ter comparticipação a 100%. 

Finanças Públicas

Como evitar um 4º resgate? /premium

Paulo Trigo Pereira

Portugal necessita de mais doze anos (três legislaturas completas) de crescimento económico e de finanças públicas quase equilibradas para sair da zona de risco financeiro em que ainda se encontra.

Brexit

Boris Johnson /premium

João Marques de Almeida

Em Londres, só um louco ou um suicida é que defenderiam o acordo assinado com a União Europeia. Resta saber se os líderes europeus terão a lucidez de reconhecer o evidente: o acordo que existe morreu.

Ambiente

A onda verde na UE e os nacionalismos

Inês Pina

Se hoje reduzíssemos as emissões de CO2 a zero já não impedíamos a subida de dois graus centígrados. E estes “míseros” dois graus vão conduzir ao fim das calotas polares e à subida do nível do mar.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)