Rádio Observador

António Costa

António Costa convencido de que fronteira Portugal/Espanha poderá vir a gerar riqueza

451

O primeiro-ministro frisou que é preciso trabalhar em conjunto "ao longo de toda a fronteira" para a tornar uma centralidade fundamental para o investimento no mercado ibérico.

António Costa esteve esta terça-feira na assinatura do contrato da empreitada de construção do troço final da autoestrada A25, entre Vilar Formoso e a fronteira com Espanha

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

O primeiro-ministro, António Costa, mostrou-se esta terça-feira convencido de que a fronteira entre Portugal e Espanha poderá vir a gerar atratividade e riqueza, como acontece com outras fronteiras da Europa.

“Poderemos, com muito trabalho, muita dedicação, muito investimento e muita persistência, fazer desta fronteira o que as outras fronteiras são nos outros países da Europa: as zonas mais atrativas, que mais geram emprego, que mais geram riqueza e que mais potenciam o desenvolvimento do território”, afirmou, durante uma cerimónia em Vilar Formoso, na véspera de uma cimeira ibérica dedicada às regiões transfronteiriças.

António Costa esteve esta terça-feira na assinatura do contrato da empreitada de construção do troço final da autoestrada A25, entre Vilar Formoso e a fronteira com Espanha, que terá 3,5 quilómetros e custará mais de 13 milhões de euros. A obra deverá estar concluída no segundo trimestre de 2020.

Lembrando que esta terça-feira é a véspera da cimeira luso-espanhola, que decorrerá em Valladolid (Espanha), António Costa frisou que se trata de “um momento muito importante” para o desenvolvimento das regiões transfronteiriças.

O primeiro-ministro disse que, se normalmente as zonas junto às outras fronteiras da Europa são as mais desenvolvidas dos respetivos países, “não é isso que acontece na fronteira entre Portugal e Espanha, desde o Norte, com a Galiza, até ao Sul, com a Andaluzia”. Isto porque “esta fronteira foi construída ao longo de séculos não como um ponto de ligação, mas como uma vala, uma muralha, uma barricada” para afirmar a independência, referiu, considerando que essa herança histórica hoje “já não faz sentido” para Portugal e Espanha.

Não temos nenhuma razão para que esta fronteira continue a ser um ponto de separação e não passe a ser aquilo que é importante que seja: um ponto de união”, defendeu.

Segundo o primeiro-ministro, para que isso aconteça, é preciso trabalhar em conjunto e, “ao longo de toda a fronteira, haver de um lado e de outro as boas condições para que ambos os países, ambas as regiões, todos os municípios, tenham uma dinâmica de desenvolvimento”. “Nesta visão, esta região de fronteira deixa de ser a região com pior localização para o comércio internacional, mas passa a ser, seguramente, uma centralidade fundamental para o investimento no e para o mercado ibérico”, frisou.

António Costa referiu que a empreitada de construção do troço final da autoestrada A25 deve ser vista “como uma peça de 3,5 quilómetros no quadro de uma estratégia comum” que visa que Portugal seja um país mais competitivo externamente, para ter “mais recursos que ajudem a reforçar a coesão interna”.

“Se o país tiver a persistência de dar continuidade, sem hesitações, a uma estratégia política bem definida”, poderá aproveitar a oportunidade de estar próximo “do coração de um mercado de 60 milhões de habitantes”, ao invés de se focar apenas em dez milhões de habitantes, acrescentou.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Serviços públicos

O melhor dislate do ano

Fernando Leal da Costa

Que mania, a dos nossos concidadãos, que insistem em usar os serviços que lhes disseram ser públicos. E, logo que precisam, vão todos ao mesmo tempo. É muito irritante.

PSD/CDS

35 horas: outro vazio de representação /premium

Alexandre Homem Cristo

PSD e CDS já não defendem a convergência dos sectores público e privado (40 horas de trabalho semanais). Quem representa, então, os eleitores que compreenderam a sua medida em 2013? Ninguém.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)