Um surto da bactéria E. Coli em alfaces de tipo romana nos Estados Unidos levou as autoridades a aconselharem os consumidores a não consumirem este tipo de vegetal.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), 32 pessoas em 11 estados foram infetadas com o surto E. coli, que está relacionado com o consumo da alface romana. 13 delas terão sido hospitalizadas. Não há para já indicações do que pode estar na origem do surto, que parece estar espalhado por diferentes estados do país, desde a Califórnia até Nova Iorque, passando pelo Michigan ou o Ohio.

“Os consumidores que tenham qualquer tipo de alface romana em casa não devem comê-la e devem deitá-la fora, mesmo que alguém já a tenha consumido e não tenha ficado doente”, alertou o CDC esta terça-feira. “Se não tiver a certeza se a alface é de tipo romana ou se a mistura de salada que tem contém alface romana, não a coma.” Os restaurantes também estão proibidos de servir este tipo de vegetal. Isso inclui a proibição de consumo de misturas de saladas previamente embaladas, que normalmente contêm esta espécie de alface.

As entidades recomendam também a lavagem e a desinfeção dos espaços onde a alface pode ter sido guardada, como as gavetas ou as prateleiras do frigorífico.

Esta não é a primeira vez que há um surto de alface romana contaminada nos Estados Unidos. Entre março e junho deste ano, foram registados 210 casos de pessoas afetadas por alface contaminada, em 36 estados diferentes. À altura, foi detetada a origem do surto, no Arizona, mas nunca foi apurada a causa.