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Espanha

Deputado catalão chamou “fascista” e “hooligan” a ministro e foi expulso do parlamento. Ministro diz que foi cuspido

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Gabriel Rufián, do partido independentista Esquerda Republicana da Catalunha, acusou o ministro de ser "o mais indigno" do regime democrático. O ministro queixa-se ainda de ter sido cuspido.

O deputado independentista catalão Gabriel Rufián teve uma altercação verbal violenta com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Josep Borrell

Twitter de Carla PicodeMonte

Um deputado catalão do partido independentista ERC (Esquerda Republicana da Catalunha), Gabriel Rufián, foi expulso esta manhã do Congresso de Deputados do país, pela presidente do Congresso Ana Pastor (do Partido Popular).

Depois de chamar Rufián à atenção por três vezes e do deputado catalão insistir na agressividade verbal e gestual quando se dirigia ao ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol Josep Borrell, Ana Pastor ordenou a expulsão do deputado. Na sequência da ordem, os restantes deputados do ERC saíram em silêncio do parlamento. Ao passarem por Borrell, um deles terá tentado cuspir na direção do ministro espanhol e antigo presidente do parlamento europeu, segundo acusa este.

Nas imagens já divulgadas, não é possível confirmar o gesto de cuspir que Josep Borrell imputa a um deputado do ERC, mas é possível ver um deputado virar a cabeça em direção ao ministro imediatamente antes deste reagir e lhe apontar o dedo. Fontes da direção do partido negaram ao jornal El País que alguém tenha tentado cuspir na direção do ministro espanhol.

Un "escupitajo" en el Congreso

El momento en el que un diputado de ERC supuestamente escupe a Josep Borrell en el Congreso. El ministro de Exteriores no ha identificado quién ha sido, pero tampoco quiere hacer "una anatomía del escupitajo".

Posted by La Vanguardia on Wednesday, November 21, 2018

Gabriel Rufián foi expulso pelo modo como se dirigiu ao ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, a quem chamou “fascista”, “ministro mais indigno da democracia” espanhola e “hooligan e militante de uma associação como a Sociedade Civil Catalã, de extrema-direita”. A última acusação referia-se à participação (com grande destaque) de Josep Borrell na marcha desta organização que se opõe ao independentismo catalão em outubro do ano passado, aponta o El País.

As acusações do deputado independentista catalão foram retiradas do livro de atas do Congresso de Deputados, por ordem da presidente do hemiciclo. À saída da sessão, aos jornalistas, o ministro que foi alvo das acusações elogiou a atuação da presidente do Congresso: “Estas coisas não se deviam passar. A presidente esteve muito bem, controlou a situação muito bem”.

Na sessão parlamentar, antes de Rufián ser expulso, Borrell acusou o deputado catalão de só saber “verter serragem e estrume”, pelo modo como falava. Defendendo que esta acusação “não é um insulto”, Borrell indignou-se por ter sido apelidado de “fascista” e “indigno”. Garantiu que aceitava críticas, mas não insultos nem que a atividade política “se transformasse num lamaçal”. Pode ver a discussão que originou a expulsão do deputado catalão do parlamento no vídeo abaixo:

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