Apenas 10% dos manuais escolares fornecidos no ano anterior no 1.º ciclo estão a ser reaproveitados. Um quarto das escolas não reutilizou qualquer livro. Ainda assim, 210 agrupamentos superaram a média nacional, os quais representam quase um terço dos agrupamentos do país com escolas primárias, segundo avança o Jornal de Notícias na edição desta segunda-feira (sem link disponível).

De acordo com os dados avançados, 1,16 milhões de manuais escolares foram disponibilizados pelo Ministério da Educação aos alunos do 1.º ciclo, no ano passado. Desses, 9,5% foram reutilizados; já no que toca aos alunos do 1.º ciclo, 45 mil têm, pelo menos, um manual reutilizado. É, porém, nos 3.º e 4.º anos que a taxa de reutilização é maior. 

Dos 210 estabelecimentos que superaram a marca do país, mais de 60% encontram-se nas regiões do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo. O agrupamento de Escolas de Marquesa de Alorna, na capital, é aquele com a taxa mais alta de reaproveitamento. Além disso, 51 agrupamentos conseguiram registar um aproveitamento total (100%) dos livros, em alguns anos de escolaridade.

O uso do caderno e das novas tecnologias pode justificar as melhores taxas de reaproveitamento dos manuais escolares, sendo que a aposta em quadros interativos poderá ser uma das soluções principais para a subir.

No ano letivo de 2016/2017, foram reaproveitados pelas escolas 12,7% dos 236 mil manuais entregues aos alunos do 1.º ano de escolaridade — o que corresponde a 30 mil livros. Já este ano letivo, o número de manuais reutilizados subiu para 110 mil.