Até meados de novembro tinham sido atribuídas menos 30% das bolsas de estudo para o ensino superior do que em igual período do ano passado, noticiou o Público. Um problema informático justifica porque é que ainda estejam por analisar 60 mil pedidos de bolsa.

A plataforma informática usada pelos Serviços de Ação Social das universidades e institutos politécnicos teve de ser atualizada para acomodar as alterações do regulamento da atribuição dos apoios. O atraso agravou-se porque as adaptações ainda não estavam finalizadas quando o ano letivo começou, denunciou a Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico.

Segundo os dados recolhidos pelo Público, existiam até meados de novembro 94.777 candidaturas de estudantes entregues nos Serviços de Ação Social das instituições de ensino superior. Os principais beneficiários são alunos em situação carenciada que enquanto não tiverem a confirmação da bolsa não têm condições para ir às aulas ou que já começaram a fazer as despesas associadas à frequência no ensino superior, mas que se arriscam a não conseguir uma bolsa que cubra essas despesas.

Para ter uma bolsa de ação social os alunos têm de se candidatar todos os anos e ver os rendimentos do agregado familiar avaliados nesse processo. A bolsa pode variar entre 75 euros mensais e 1.286 euros, no casos de carências graves.

Ter uma bolsa para ir estudar no interior

Um modelo diferente de apoio está previsto no programa Mais Superior que visa incentivar os estudantes a escolherem as instituições de ensino superior no interior do país. Para este ano letivo haverá 1.605 bolsas, mais 175 do que no ano passado, mas os candidatos ultrapassaram os 6.300.

A bolsa Mais Superior tem o valor de 1.500 euros por ano e, quando atribuída, é válida ao contrário das bolsas de ação social para as quais os alunos têm de se candidatar todos os anos.