A concessão londrina da Uber foi multada em 385 mil libras (aproximadamente 435 mil euros) após ter sofrido um ataque informático que comprometeu os dados pessoais de milhões de clientes e dezenas de milhar de condutores. O caso remonta a 2016 e, de acordo com a acusação, a empresa escondeu o caso dos lesados, noticia o jornal britânico The Guardian. 

Na altura, foram expostos nomes completos, números de telefone, endereços de e-mail e a localização de cerca de 2,7 milhões de clientes e 82 mil condutores. A empresa não comunicou aos lesados o sucedido e optou por pagar 100 mil libras (cerca de 113 mil euros) aos piratas informáticos. Só 12 meses depois do ataque é que a Uber começou a monitorizar as contas.

Stephen Eckersley, responsável pelo gabinete de informação que apoia o departamento da cultura e tecnologia do governo, considera que houve uma falha de comunicação e apoio dos lesados que os deixaram “vulneráveis” e acusa a empresa de “descartar-se de responsabilidades”.  “Isto não foi uma falha séria de segurança de dados da parte da Uber, mas sim uma total desconsideração pelos clientes e condutores que viram as suas informações expostas”, acrescenta o diretor.

Isto não foi uma falha séria de segurança de dados da parte da Uber, mas sim uma total desconsideração pelos clientes e condutores que viram as suas informações expostas”, afirma Stephen Eckersley.

Em comunicado, a Uber afirmar estar “satisfeita” por encerrar este capítulo. Paralelamente a esta investigação, as autoridades holandesas decidiram avançar com uma multa de 600 mil euros pelo mesmo motivo e por não terem informado os lesados até 72 horas após o ataque. Em causa estará a exposição de dados de 174 mil utilizadores holandeses.

O caso inglês ocorreu antes da existência da regulação de proteção de dados ter sido introduzida. Caso acontecesse aos dias de hoje a empresa estaria sujeita a uma multa até 17 milhões de libras (aproximadamente 19,2 milhões de euros), o que representa 4% das receitas da empresa.