Conhecido como o ‘unicórnio siberiano’, este rinoceronte milenar que tinha um grande chifre no nariz, pesava quatro toneladas e habitava nas estepes da Eurásia, pode ter sido a origem do mito dos unicórnios. Novas descobertas científicas apontam para que a extinção desta espécie possa ter acontecido devido às pequenas quantidades de comida que estes animais de grande porte ingeriam, morrendo subnutridos.

O conhecimento desta espécie pode vir a dar um forte contributo para o salvamento das espécies de rinoceronte que habitam atualmente na Terra, pois tal como os seus antepassados, também os rinocerontes contemporâneos têm preferências muito específicas dos habitats que ocupam e da alimentação que fazem.

Qualquer mudança no seu ambiente pode pô-los em risco”, disse Adrian Lister, delegado do Museu de História Natural e responsável pelo estudo desta espécie, à BBC.

Lister afirmou ainda que foi há 39 mil anos que este rinoceronte viu o fim da sua espécie chegar, no momento em que o planeta registou um aumento de temperatura que fez mudar drasticamente a vegetação do planeta. Pela mesma época já o Homo Sapiens habitava a Terra e deu também o seu contributo na aniquilação de algumas das espécies animais da época, uma vez que a caça era o seu principal meio de sustento.

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Com o fim da Idade do Gelo há cerca de 40 mil anos atrás, os pastos de erva (que eram a fonte de alimento do ‘unicórnio siberiano) diminuíram, e dessa forma, foram desaparecendo também a grande maioria das espécies de mamíferos herbívoros de grande porte que habitavam na Terra.

(Exemplar da espécie presente no Museu Stavropol) — créditos: BBC