Liga dos Campeões

Neymar marcou, protestou com adeptos, fez um “cabrito” e levou Klopp à loucura (por estar sempre no chão)

PSG ganhou a final frente ao Liverpool por 2-1 num jogo em que Neymar foi herói com traços de vilão. Em paralelo, o brasileiro fez história na Champions tal como Messi, que decidiu triunfo do Barça.

Neymar regressou com um golo e tornou-se o brasileiro com mais golos na Champions, superando Kaká

Getty Images

As lesões de Neymar e Mbappé ao serviço das respetivas seleções ainda fizeram soar os alarmes no PSG mas a dupla ofensiva conseguiu mesmo recuperar dos problemas e estar apta para a autêntica final nesta fase de grupos que se jogava no Parque dos Príncipes frente ao Liverpool. O francês talvez não tenha brilhado tanto como é habitual nos últimos encontros (ainda que a arrancada que origina o segundo golo tenha ficado mais uma vez na retina) mas o brasileiro roubou os holofotes para si com uma luz que servia para ele, para o jovem francês e para o resto da equipa – afinal, grande parte do triunfo do conjunto gaulês diante do finalista vencido da última Champions (2-1) é contado pelas suas ações.

Depois do golo inaugural de Bernat, que se apresentou sem licença na área contrária para enganar toda a gente e disparar para o 1-0 no primeiro quarto de hora, Neymar aumentou para 2-0 ainda antes do intervalo, aproveitando uma bola a pingar na área após defesa do compatriota Alisson Becker a desvio isolado de Cavani. Houve uma dança nova nos festejos e um recorde por trás desse regresso aos golos: o antigo avançado do Barcelona tornou-se o brasileiro com mais golos na Liga dos Campeões (31), superando o registo do antigo médio ofensivo (e Bola de Ouro, em 2007) Kaká.

No entanto, a história de Neymar neste encontro estava longe de ter ficado por aí: apesar do 2-1 que se registava ao intervalo (Milner ainda reduziu antes do intervalo de grande penalidade) se ter prolongado até ao final da partida, o avançado ainda teve tempo para perder um lance prometedor de contra-ataque porque estava distraído a protestar com uma reação menos positiva dos adeptos, fez um “cabrito” perto da bandeirola de canto nos descontos e acabou a festejar junto da claque do PSG com a camisola do compatriota Alisson vestida. Um espetáculo dentro do espetáculo que muitos podem ter gostado mas que deixou o técnico dos ingleses, Jürgen Klopp, à beira da loucura, como se percebeu na flash interview após o jogo.

O gesto artístico de Neymar que deixou os jogadores do Liverpool ainda mais aziados com o brasileiro (BERTRAND GUAY/AFP/Getty Images)

“Houve momentos decisivos no encontro mas, com 2-1 ao intervalo, acreditávamos poder ainda mudar o jogo. No entanto, na segunda parte, com tantas interrupções, como era possível… Todos sabiam o que queriam fazer, em especial o Neymar. Estivemos no topo da tabela do fair play em Inglaterra nos últimos anos mas hoje parecíamos talhantes, pelo número de amarelos que vimos. Foi incrível a forma como estiveram sempre a quebrar o ritmo, mesmo sabendo que com um bocado de sorte podíamos ter marcado… Se Neymar andou a simular faltas? Já disse o que tinha a dizer…”, lamentou o alemão, que na antevisão do jogo dissera por graça que já tinha visto 500 mil vídeos dos jogos de Neymar e Mbappé.

Em Eindhoven, e depois das bolas ao poste do PSV no primeiro tempo, o Barcelona conseguiu chegar à vitória com o empurrão do suspeito do costume, Lionel Messi, que reforçou o estatuto de melhor marcador em fases de grupos da Liga dos Campeões com 66 golos em… 66 jogos. E que golo: rodeado por cinco adversários na área, o argentino disparou um míssil que deixou pregado ao relvado Zoet, que não viu a bola partir e só teve tempo para seguir (e mal) com os olhos a sua trajetória.

Os catalães ganharam por 2-1 mas o mais curioso surgiu no final do encontro, quando Piqué e Messi comentaram de forma bem diferente o lance que deu o segundo golo aos blaugrana. “Foi uma jogada ensaiada, que treinamos muito e saiu de forma perfeita. Sabemos que o Leo tem muitas armas e que em cada jogo tenta algo diferentes”, comentou o central espanhol. “Jogada do segundo golo? Foi um livre que me saiu mal mas o Geri estava por ali, viu e aproveitou”, confessou o argentino.

Contas feitas, houve mais cinco equipas a assegurarem esta noite presença nos oitavos da Liga dos Campeões: no grupo A, Atl. Madrid e B. Dortmund garantiram a passagem, apesar do empate sem golos dos alemães na receção ao Cub Brugge que deu vantagem aos colchoneros para carimbarem o primeiro lugar na última jornada; no grupo B, onde o Barcelona já garantiu a liderança, o Tottenham manteve o sonho após vencer o Inter por 1-0, chegando ambos os conjuntos em igualdade pontual para a sexta ronda; no grupo C, Nápoles, PSG e Liverpool jogarão a última partida com possibilidades em aberto de apuramento; e no grupo D, o FC Porto carimbou o primeiro lugar depois do triunfo com o Schalke 04.

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