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Theresa May diz que o Brexit traz uma política comercial própria ao Reino Unido

A primeira-ministra britânica, que falava à margem do G20, lembrou que o acordo para o Brexit em abril vai ter um impacto favorável na economia britânica, e que será bom para o comércio global.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, saudou este sábado as conclusões da cimeira dos líderes do G20

G20 ARGENTINA / HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A primeira-ministra britânica, Theresa May, saudou este sábado as conclusões da cimeira dos líderes do G20 e destacou que com a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) o país voltará a ter uma política comercial própria.

Foi uma cimeira muito produtiva e alcançámos compromissos para trabalhar juntos em várias áreas, como por exemplo na reforma da Organização Mundial do Comércio e uma economia que nos sirva a todos”, afirmou May, na conferência de imprensa depois de terminar a reunião do G20, o grupo dos 20 países mais industrializados do mundo.

Após destacar outras prioridades abordadas, como as alterações climáticas e a saúde, May lembrou que o acordo para o Brexit em abril vai ter um impacto favorável na economia britânica, assim como será bom para o comércio global. “Pela primeira vez em mais de quatro décadas, o Reino Unido vai ter uma política de comércio independente e um papel ativo no mundo”, com Londres a estar disponível para concretizar acordos comerciais com países como o Canadá e o Japão, disse.

Também depois da cimeira em Buenos Aires, o Presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu que não aceitará acordos nas negociações entre a União Europeia e o Mercosur para um tratado de comércio livre, com países que não respeitem o acordo de Paris, sobre limitações ao aquecimento global. Numa referência ao Brasil e ao presidente eleito Jair Bolsonaro, Macron notou os progressos que têm sido feitos nas negociações, mas salientou que elementos “conservadores” podem alterar a situação. O Mercosur inclui a Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

As negociações têm mais de 20 anos, mas nos últimos dois anos têm sido notados impulsos no processo, com várias fontes a referirem que um compromisso estará próximo. Os membros do G20, com exceção dos Estados Unidos, reafirmaram este sábado o apoio ao acordo de Paris para limitar o aquecimento global, numa declaração que menciona ainda “problemas comerciais”, mas sem condenar o protecionismo. O chefe de Estado argentino, Mauricio Macri, afirmou que os líderes do G20 acordaram uma posição que “reflete a necessidade de revitalizar o comércio” e a “preocupação de todos quanto às alterações climáticas”.

Acordámos sobre um comunicado que reflita a necessidade de revitalizar o comércio, de revitalizar a Organização Mundial do Comércio, o que leva a uma lista de desafios”, acrescentou o anfitrião no final da cimeira.

O dirigente notou como a revolução tecnológica é um “grande desafio” para o futuro do emprego e que não se pode separar da “capacitação permanente”. “Outra coisa que já ninguém discute e que avança em agenda é o empoderamento das mulheres”, disse Macri, que enumerou ainda outras questões tratadas como infraestruturas e a sustentabilidade do futuro alimentar e das finanças globais.

O G20 comprometeu-se ainda a trabalhar nas áreas da migração e dos refugiados, um compromisso que deverá ser abordado sob a presidência rotativa anual do Japão, que sucede à Argentina.

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