Cabo Verde

Bombeiros da capital cabo-verdiana só têm uma ambulância operacional

Os bombeiros da capital de Cabo Verde afirmam ter apenas uma ambulância operacional para responder a um município com mais de 130 mil habitantes, defendendo, por isso, a aquisição de novos meios.

ANTONIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os bombeiros da capital de Cabo Verde, que prestam os primeiros socorros e asseguram o transporte pré-hospitalar, dispõem apenas de uma ambulância operacional para responder a um município com mais de 130 mil habitantes, segundo o comandante da corporação.

Em entrevista à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Municipais da Praia, Celestino Afonso, reconheceu que apenas uma ambulância é “insuficiente” para as ocorrências e porque, tendo em conta o crescimento do município, a sua procura deverá aumentar.

“Temos mais do que uma ambulância, mas são viaturas praticamente em fase de abate que nos serviu, e serve, até certo ponto, mas não conseguem ter uma durabilidade que nos dê uma resposta como gostaríamos”, explicou.

O comandante defende mais meios novos, nomeadamente meios com “um grau de prontidão a 100%”.

“Uma ambulância em situação de emergência acaba por transportar as vítimas em grande velocidade. Se for um meio com um certo problema ou que não nos dê resposta, podemos até correr o risco de ter um acidente”, acrescentou.

Com perto de 1.500 saídas por ano na área dos primeiros socorros e transporte hospitalar, os Bombeiros Municipais da Praia dispõem de uma ambulância “doada por uma empresa” da capital, a qual “consegue dar uma garantia mínima, com espaço para transporte de doentes em situações normais, uma maca, um aparelho de oxigénio” que foi adaptado.

Para Celestino Afonso, a corporação necessita de pelo menos duas a três ambulâncias devidamente apetrechadas para responder à procura, até porque “a tendência é de aumentar. A cidade está a evoluir. Há uma dinâmica durante o dia enorme”.

“Ter uma é quase sinónimo de nenhuma”, disse, acrescentando que “quando uma ambulância sai para uma emergência, se acontecer outra emergência temos dificuldades. Teríamos que priorizar, ver qual a prioridade e imediatamente dar a resposta ou chamar algumas entidades para nos apoiar”.

Segundo o comandante, “há outras ambulâncias de outras entidades, como o Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros, que têm uma ambulância e há outras ambulâncias. Numa situação de emergência, isso acaba por acontecer, mas se tivermos duas situações simultâneas podemos ter um problema em termos de meios materiais e também humanos”.

Celestino Afonso esclarece que os casos mais frequentes que levam ao acionamento da ambulância são os acidentes de trânsito, as indisposições súbitas e situações de parto.

Esta corporação — uma das mais antigas de Cabo Verde — depara-se ainda com o envelhecimento dos meios humanos, tendo aberto recentemente um concurso para 16 novos bombeiros, que deverão iniciar a sua formação no início do próximo ano.

Estes 16 novos bombeiros vão juntar-se aos atuais 52, totalizando 68, um número ainda longe dos desejáveis 80 a 100, conforme disse o comandante.

Segundo Celestino Afonso, ser bombeiro continua a ser um desejo muito presente, desde criança. E muitos são os que se dirigem ao quartel para se oferecerem como voluntários.

O comandante reconhece, contudo, que além do amor ao próximo e desejo de ajudar, a empregabilidade é um dos fortes motivos para as candidaturas.

“Queremos ter sangue novo porque sabemos que é um trabalho que exige muito esforço físico. Um bombeiro tem de estar bem preparado para trabalhos que exigem muito esforço”, disse.

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