O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse esta segunda-feira que a organização “não imita a Rússia” no que respeita a ações como o reforço do sistema de mísseis na Crimeia, mas alertou que a situação é “muito grave”.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa) “não imita a Rússia”, disse Stoltenberg em conferência de imprensa, questionado sobre o recente anúncio de Moscovo de que acrescentará um sistema de mísseis antiaéreos na península da Crimeia, mas considera a situação “muito grave”.

“Sabemos que o tempo está a esgotar-se, todos os aliados sabem que estamos perante uma situação muito grave”, disse Stoltenberg, acrescentando que a Aliança tem de assegurar “a capacidade e os meios para uma resposta adequada”.

O responsável da organização sublinhou ainda que a Aliança pede à Rússia que respeite o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário e reiterou que considera a anexação da Crimeia ilegal, bem como todos os atos que daí decorreram, apelando a Moscovo para que liberte os navios ucranianos apresados no estreito de Kerch e permita a livre navegação das águas do Mar de Azov.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se na terça-feira, em Bruxelas, com a crise entre a Rússia e a Crimeia a dominar uma agenda que inclui ainda a luta contra o terrorismo e a presença da organização no Afeganistão.