Mais de 200 funcionário da Ted Baker lançaram uma petição contra Ray Kelvin, o presidente executivo e fundador da empresa de roupa de luxo. As principais queixas dos colaboradores são a “cultura de assédio” promovida pela empresa e os “abraços forçados” nos escritórios, avança o Washington Post. A empresa defendeu-se a dizer que “os abraços fazem parte da cultura da Ted Baker, mas não são forçados”.

Segundo os funcionários, o departamento de recursos humanos ignorou completamente as queixas que recebia contra esta cultura e os atos de Ray Kelvin. Por isso, decidiram lançar uma petição para se defenderem e dar a conhecer as suas acusações.

Vários trabalhadores da empresa referem que Kelvin tirava a t-shirt nos escritórios, falava abertamente da sua vida sexual e acariciava os pescoços das pessoas. As queixas levaram as ações da Ted Baker a descer 15%.

Um dos relatos que surge na petição é o de uma funcionária que, quando tinha 21 anos, garante que Kelvin lhe massajou as costas e a beijou no pescoço. Há relatos ainda piores, de outras colaboradoras, que afirmam que o executivo pedia às funcionárias para se sentarem ao seu colo e as convidava no meio do escritório para participarem em filmes pornográficos com o executivo.

A questão dos “abraços forçados” é várias vezes referida e, segundo a petição, os recursos humanos da empresa justificavam as queixas com a frase: “é como ele [Ray Kelvin] é”.

Ray Kelvin tem 62 anos e fundou a Ted Baker em 1988, em Glasgow, na Escócia. Atualmente, é uma das mais reconhecidas marcas de acessórios de luxo, com presença em todo o mundo. As queixas levaram a empresa a iniciar uma investigação independente às alegações feitas na petição.