Depois dos protestos do movimento dos “coletes amarelos”, que nasceu como sinal contra a taxação de combustíveis em França, agora são os estudantes franceses a protestar em frente às escolas contra as reformas do exame final do secundário e do liceu, provocando incêndios e envolvendo-se em confrontos com a polícia.

Estes protestos já duram há alguns dias, mas só agora tomaram outras proporções, com a luta dos “coletes amarelos” a ser divulgada internacionalmente. O átrio de uma escola secundária em Blagnac, Toulouse, foi incendiado esta manhã durante os protestos, avançou a agência Reuters. As fotografias e vídeos publicados nas redes sociais mostram a destruição dos estabelecimentos numa das 100 escolas secundárias espalhadas pelo país que foram bloqueadas pelos estudantes, de acordo com o Ministério da Educação francês.

Também em Marselha, conta a Associated Press, os estudantes continuam os protestos. Uma nuvem de fumo foi criada no exterior da escola Victor Hugo, em Paris, obrigando a polícia a utilizar gás lacrimogéneo para dispersar a multidão que se tinha formado no edifício.

Os estudantes protestam contra as mudanças nas escolas e o novo sistema de inscrição na universidade. Na escola secundária de Jean-Pierre Timbaud, no norte de Paris, sete adolescentes foram detidos depois de terem destruído um carro e incendiado caixotes do lixo, bem como entrado em confronto com as autoridades.

Estudantes da escola Francois Mauriac durante um protesto contra as reformas na educação em França (AFP/Getty Images)

Entretanto, esta terça-feira, o Governo francês decidiu suspender o aumento dos impostos sobre o combustível durante o período de seis meses, face aos protestos dos “coletes amarelos” que já duravam há algumas semanas. “Agora é tempo de diálogo”, pediu o primeiro-ministro Edouard Philippe numa curta intervenção em direto na televisão.

Governo francês confirma suspensão do aumento de impostos durante seis meses