Honda

Gasóleo já era. Honda acaba com os diesel até 2021

O 1.6 de 120 cv é o bastião das mecânicas a gasóleo que restam na Honda. Mas, já tem a sentença lida: dentro de três anos, adeus! Será o último diesel na história da marca, que aposta nos híbridos.

Quando terminar o ciclo de vida da actual geração do Civic, o que acontecerá algures no decorrer de 2021, a Honda encerra um capítulo da sua história: acaba com a única motorização a gasóleo que ainda resta na sua oferta, o 1.6 de 120 cv que, além do Civic, se encontra ao serviço de SUV como os HR-V e CR-V.

A indicação foi dada pelo director-geral da marca no Reino Unido, com Dave Hodgetts a confirmar à Automotive News Europe que não há futuro para o diesel na Honda, em termos globais. Isto apesar de o mercado europeu ser um dos que mais se ressente com a perseguição política aos diesel, com a procura deste tipo de motorizações a evidenciar uma queda contínua, em prol dos gasolina e, com menor expressão, híbridos e eléctricos.

Ora, a Honda ainda não dispõe de nenhum modelo exclusivamente movido a electricidade, prevendo-se que a introdução no mercado do seu primeiro EV ocorra um ano antes da saída de cena do 1.6 i-DTEC. Será um utilitário de estética rétro, baseado no protótipo algo polémico que a Honda apresentou há mais de um ano, no Salão de Frankfurt.

Actualmente, o construtor nipónico aposta sobretudo na hibridização, seguindo a estratégia adoptada pela rival e compatriota Toyota. Basta ver o caso do CR-V, cujas vendas assentam exclusivamente no diesel, mas que passará a estar disponível apenas com motores VTEC Turbo a gasolina e na versão híbrida i-MMD (Intelligent Multi-Mode Drive). Na oferta SUV da Toyota, os clientes já preferem maioritariamente as mecânicas híbridas, devendo ser aí que a Honda quer chegar, pois o fabricante japonês anunciou que, até 2025, pretende que dois em cada três modelos que vende sejam electrificados.

De recordar que, apesar de ainda não ter no mercado um eléctrico puro, nos EUA, a marca propõe o Clarity, um eléctrico movido a pilha de combustível que anuncia 589 km de autonomia – um dos melhores valores reivindicados, se não mesmo o melhor, considerando a actual oferta de modelos eléctricos.

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