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Corrupção

Polícia brasileira investiga fraudes de 27,3 milhões de euros em nova fase da operação Lava Jato

Esta nova fase da operação foi apelidada de "Sem Limites" e investiga um suposto esquema de corrupção que teria começado em 2009 e foi descoberto no aprofundamento das investigações decorrentes da 44.

A polícia brasileira está a realizar a 57.ª fase da Operação Lava Jato

ANTONIO LACERDA/EPA

A polícia brasileira realiza esta quarta-feira a 57.ª fase da Operação Lava Jato para investigar o alegado pagamento de pelo menos 31 milhões de dólares (27,3 milhões de euros) em subornos para funcionários da Petrobras por grandes empresas do setor.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF) brasileiro, entre as empresas investigadas com atuação internacional, estão as gigantes Vitol, Trafigura e Gleconre, que têm faturação maior que a Petrobras. Os investigadores brasileiros suspeitam que, entre 2011 e 2014, essas três empresas efetuaram pagamentos de subornos para intermediários e funcionários da Petrobras relacionados com mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguer de tanques de armazenamento.

“As provas apontam que havia um esquema em que empresas investigadas pagavam propinas [subornos] a funcionários da Petrobras para obter facilidades, conseguir preços mais vantajosos e realizar contratos com maior frequência”, lê-se num comunicado do MPF.

“Esses negócios diziam respeito à compra e venda (trading) no mercado internacional de óleos combustíveis (produtos utilizados para geração de energia térmica em fornos e caldeiras), gasóleo de vácuo (produto intermediário utilizado na produção de gasolina e diesel), bunker (combustível utilizado nos motores de navio) e asfalto”, acrescentou o órgão de Justiça brasileiro.

Os investigadores referiram também que as operações que subsidiaram os esquemas de corrupção foram conduzidas pelo escritório da Petrobras em Houston, nos Estados Unidos, e na cidade brasileira do Rio de Janeiro.

“Nos esquemas, alguns funcionários da Petrobras corrompidos referiam-se à diferença entre o preço de mercado de compra ou venda do petróleo ou derivados e o preço mais vantajoso concedido às tradings mediante pagamento de propina como delta”, destacou o MPF.

“O delta correspondia ao valor da vantagem indevida obtida pela trading, que era dividido entre os beneficiários do esquema, o que incluía os operadores e os funcionários da Petrobras corrompidos. Alguns investigados chegavam a referir-se a esse esquema de corrupção como “delta business”, ou negócio gerador de delta”, acrescentou.

A operação Lava Jato investiga desde 2014 uma série de escândalos de corrupção na Petrobras e em órgão públicos do país, levando à prisão dezenas de funcionários da petrolífera estatal brasileira, empresários e também políticos de renome. Esta nova fase da operação foi apelidada de “Sem Limites” e investiga um suposto esquema de corrupção que teria começado em 2009 e foi descoberto no aprofundamento das investigações decorrentes da 44.ª fase da Lava Jato.

Desde o início da manhã, a polícia federal do Brasil está a cumprir 11 mandados de prisão preventiva, 27 de busca e apreensão e 1 de intimação, expedidos pelo Juízo da 13.ª Vara Federal da cidade brasileira de Curitiba.

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