Prisão

Reclusos da cadeia de Custóias já voltaram às celas. Guardas dispararam para o ar para acabar com o protesto

Reclusos de três pavilhões da prisão, em Matosinhos, recusaram regressar às celas. Sindicato fala em balas de borracha, o diretor dos serviços prisionais diz que foi feito apenas um disparo para o ar.

João Abreu Miranda/LUSA

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  • Agência Lusa
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Os reclusos de três pavilhões da cadeia de Custóias, em Matosinhos, recusaram voltar às celas, ao início da tarde. A notícia foi avançada pela SIC Notícias e confirmada pelo Observador junto de fonte prisional. Temendo que o incidente ganhasse maiores proporções, o Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais (GISP) do norte foi acionado como medida de precaução, mesmo não se tratando de um motim, como o que aconteceu estar terça-feira no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

A ordem de regresso às celas terá sido dada (e recusada) depois de os reclusos terem contestado as condições do refeitório e dos alimentos servidos. A situação foi, entretanto, controlada pelos guardas de serviço, sem que fosse necessária a intervenção do GISP. A mesma fonte prisional explica ao Observador que, ainda assim, a unidade mais musculada dos guardas prisionais manteve-se pronta a avançar porque o ambiente tenso ainda não desapareceu e temem-se novos incidentes durante a tarde.

Segundo Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), ouvido pela agência Lusa, quando foram chamados para o almoço, os reclusos das alas A, B e C da prisão de Custóias recusaram-se a ir para o refeitório e começaram a arremessar bens que tinha nas celas para os guardas prisionais e a causar distúrbios.

O sindicalista adiantou que a direção da prisão deu indicações para serem disparados tiros para o ar para repor a ordem e a normalidade, conseguindo deste modo que os reclusos fossem fechados nas celas à força.

Ao Público, Celso Mana, diretor-geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) disse que “só foi disparado um tiro para o ar, rejeitando que haja um problema grave em Custóias ou um motim.

Estes distúrbios acontecem menos de 24 horas depois dos reclusos da ala A do Estabelecimento Prisional de Lisboa se terem amotinado com gritos, queimado colchões e papéis e partido a algum material, obrigando os guardas prisionais a “usar a força”.

A situação foi dominada na terça-feira à noite e hoje, segundo Jorge Alves, os reclusos estão fechados, tendo apenas saído das celas para almoçar em grupos.

O SNCGP tem hoje marcado um plenário no EPL, após quatro dias de greve, terminada na terça-feira, e que levou ao cancelamento das visitas aos reclusos.

O Estabelecimento Prisional de Custóias tem mais de 1000 reclusos.

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