Inovação

Robôs de limpeza autónomos chegam à cadeia de lojas da Walmart nos EUA

Feitos numa parceria com a Brain Corp., são totalmente autónomos e conseguem cumprir a sua função mesmo quando estão rodeados por clientes.

A cadeia de lojas de venda ao retalho americana Walmart vai introduzir robôs de limpeza nalgumas das suas superfícies de venda a partir de janeiro do próximo ano. Estes aparelhos, feitos numa parceria com a Brain Corp., são totalmente autónomos e conseguem cumprir a sua função mesmo quando estão rodeados por clientes, uma vez que estão equipados por sensores que detetam a proximidade de objetos e pessoas.

A vendedora californiana tem feito já alguns avanços no que concerne à implementação de tecnologia preparada para à análise de prateleiras, para a reposição de produtos fora de stock, bem como alguns avanços na monitorização de vendas para a compreensão das necessidades dos seus clientes, tal como a Amazon faz.

Podemos agarrar em qualquer coisa com rodas e torná-la num robô autónomo”, “o seu Sistema Operativo está para os robôs como o Android está para os smartphones“, disse Eugene Izhikevich, CEO da Brain Corp., em entrevista à Bloomberg.

Neste caso a Brain Corp. não produz a sua própria maquinaria, adapta e desenvolve o Sistema Operativo que opera nos robôs e fá-los funcionar em sistemas fechados, neste caso na área circunscrita à loja da Walmart. Contudo este processo tem dois passos antes de os robôs serem autónomos: em primeiro lugar, as máquinas necessitam de um operador humano que lhes ‘ensine’ e que delimite as áreas que terão de limpar, e apenas depois é que ficam totalmente por sua conta.

A Bloomberg avança ainda que John Crecelius, vice presidente da Walmart, referiu que “o BrainOS é uma ferramenta poderosa que vai minimizar os esforços dos nossos empregados em tarefas mais repetitivas e vai permitir-lhes ter mais tempo para o atendimento ao cliente.”

Atualmente assemelham-se ao ‘cruzamento’ entre um zamboni  — limpador de pistas de hóquei no gelo — e uma cadeira de rodas elétrica e já operam no aeroporto de San Diego, Boston e Miami. No entanto, a Brain Corp. revelou que será comercializada no Japão uma nova versão mais pequena que terá um braço robótico, que caso tenha sucesso poderá introduzida noutros mercados. Revelou ainda que futuramente os robôs poderão vir a ser usados para fazerem patrulhas de segurança.

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