UNESCO

‘Bonecos de Estremoz’ certificados e ensinados nas escolas um ano após “selo” da UNESCO

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A produção dos 'bonecos de Estremoz' em barro já é ensinada nas escolas do Alentejo, como atividade extracurricular, e as peças vão ter etiquetas de certificação para salvaguardá-los do comércio.

"Produção de Figurado em Barro de Estremoz", mais conhecida como bonecos de Estremoz

NUNO VEIGA/LUSA

A produção dos Bonecos de Estremoz, em barro, que ostenta há um ano o “selo” da UNESCO, já é ensinada nas escolas do concelho alentejano, como atividade extracurricular, e as peças vão ter etiquetas de certificação.

A “Produção de Figurado em Barro de Estremoz“, vulgarmente conhecida como bonecos de Estremoz, foi classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em 7 de dezembro de 2017, na sequência de uma candidatura apresentada pelo município.

Um ano depois da distinção, “várias escolas do 1.º ciclo do concelho já proporcionam, como atividade extracurricular, oficinas sobre os bonecos“, disse esta quinta-feira à agência Lusa Márcia Oliveira, vereadora da Cultura da Câmara de Estremoz, no distrito de Évora.

As atividades nas escolas fazem parte do plano de salvaguarda e valorização desta arte de caráter popular, “praticamente concluído”, assim como o processo de Certificação do Modo de Produção do Boneco de Estremoz, explicou a autarca.

Na sexta-feira, como forma de assinalar o primeiro aniversário da classificação, além de uma sessão solene comemorativa, vão ser colocadas as primeiras etiquetas de certificação em peças produzidas pelos barristas. “Fica assim esta arte mais salvaguardada de práticas ilegais de produção e comercialização que a possam desprestigiar e aos seus intérpretes”, frisou Márcia Oliveira.

A classificação, segundo a autarca, conduziu também a um “aumento significativo” da procura pelos bonecos de Estremoz, o primeiro figurado do mundo a receber a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, assim como a procura turística pelo concelho alentejano. “Também as exposições temporárias, ligadas à temática do boneco de Estremoz, aumentaram significativamente em todo o país, bem como os convites para participação em conferências ligadas ao Património Cultural”, adiantou.

No âmbito do plano de salvaguarda e valorização, também já foi publicado um livro da autoria de Hugo Guerreiro, responsável técnico da candidatura à UNESCO e diretor do Museu Municipal de Estremoz. Para o próximo ano, Márcia Oliveira disse estar prevista a instalação de um Centro Interpretativo do Boneco de Estremoz, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, integrado no plano de valorização e salvaguarda, além de ser erguido um monumento de homenagem junto às Portas de Santa Catarina.

Os bonecos de Estremoz pertencem a uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história. Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, a arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.

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