Prisões

Capelão do EPL confirma falta de condições na prisão

Numa entrevista à TSF, o padre João Nogueira confirma que os reclusos se queixam de falta de condições e que é urgente pensar-se na reinserção da população prisional.

LUSA

O padre João Nogueira, que há anos presta serviço religioso no Estabelecimento Prisional de Lisboa, não ficou surpreendido com o motim que mais de uma centena de reclusos protagonizou na última terça-feira. O sacerdote que recebe frequentemente as queixas dos homens que ali cumprem penas de prisão refere que existem problemas. E que “as bolhas vão crescendo e depois rebentam”, disse em entrevista à TSF.

“Desde a alimentação, às condições de higiene, à falta de produtos. Num espaço fechado, aquilo que pode, para nós, ser um problema perfeitamente integrável e de resolução fácil, quando se está privado de liberdade não é assim que acontece”, refere o padre, quando questionado sobre quais os problemas que os reclusos lhe relatam.

Os reclusos também se queixam da falta de medicamentos, da sobrelotação do estabelecimento e da demora nas visitas. “Nós, como cidadãos livres, refletimos muito pouco sobre a realidade prisional. Porque não dá jeito, porque não interessa”, acredita, lembrando ser importante olhar para esta realidade pensar na reabilitação. “Como é que um homem condenado para a vida toda se vai inserir socialmente?”, interrogou.

Este ano, avança o Público, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional — que desencadeou a greve desta semana – já fez 312 dias de greves, 299 deles foram de greve às horas extraordinárias. Este sindicato tem marcados mais 18 dias de greve divididos por três períodos até à antevéspera de Natal. O primeiro começa esta quinta-feira e prolonga-se por uma semana, até dia 13. Depois de 14 a 18 e de 19 a 23. Estes dois últimos períodos coincidem com a greve de uma outra estrutura sindical, o Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, que representa menos guardas e que já agendou o protesto para 15 de dezembro até 6 de janeiro.

Em causa está a revisão do estatuto sócio-profissional. Os guardas querem uma revisão do seu horário de trabalho, o descongelamento dos escalões e reivindicam o pagamento do suplemento de turno e a criação de categorias apropriadas, ou seja, de guarda-coordenador e chefe-coordenador.

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