Estados Unidos da América

Criança de dois anos precisa de um tipo de sangue raro para sobreviver

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Uma menina de dois anos precisa urgentemente de transfusões de um tipo de sangue raro para sobreviver. Em setembro foi-lhe diagnosticado um cancro, mas a quimioterapia não é suficiente.

Zainab Mughal está doente e precisa de um dador compatível com o seu tipo de sangue. Os pais fazem agora um apelo mundial

OneBlood

Uma menina de dois anos, filha de pais paquistaneses, precisa urgentemente de transfusões de um tipo de sangue raro para sobreviver. Em setembro foi-lhe diagnosticado neuroblastoma – um tipo de cancro que afeta geralmente crianças até aos cinco anos de idade e que se desenvolve nas células nervosas de várias partes do corpo, como pescoço, tórax, abdómen ou pélvis – e agora os pais procuram uma solução a nível mundial, já que a quimioterapia que está a realizar não é suficiente.

O tumor de Zainab Mughal começou por crescer no abdómen e para o combater precisa de dois transplantes de medula óssea, acrescida de quimioterapia, e sobretudo de encontrar um dador compatível com o seu tipo de sangue para sobreviver. É que a menina tem um tipo de sangue raro que não é compatível com o tipo mais comum na Índia e Paquistão, o Indian B.

Certamente está familiarizado com o sistema ABO para o tipo de sangue, mas existem outros sistemas, incluindo o indiano. Aqui consideram-se os antigénios Indian B e Indian A — moléculas que aparecem à superfície dos glóbulos vermelhos. Para cada grupo sanguíneo (definido pelos antigénios à superfície) as pessoas têm anticorpos contra o antigénio contrário — ou seja, se tipo de sangue é A, existem anticorpos anti-B. Logo, se Zainab receber sangue Indian B (Inb), os seus anticorpos anti-Inb vão rejeitar a transfusão.

Se o Indian B é característicos das populações da Índia, Paquistão e Irão, a falta deste antigénio é ainda mais rara e só possível de encontrar nos descendentes destas populações. Daí que esteja a ser tão difícil encontrar dadores compatíveis. Além disso, o ideal é que o dador pertença ao grupo sanguíneo A ou O. 

Numa batalha contra as estatísticas e probabilidades, os pais de Zainab inscreveram-se na OneBlood, uma organização sem fins lucrativos do sul da Flórida, onde a menina vive, que se dedica a identificar e recrutar dadores a nível global. Na altura em que os pais procuraram ajuda, o programa tinha encontrado pelo menos 59 tipos de sangue raros num total de 120 mil dadores, mas nenhum era compatível com a menina.

Agora e com a ajuda da organização, os pais da menina fizeram um vídeo, onde apelam à solidariedade mundial em busca de um dador.

Sorte, obrigado, Deus. Eles encontraram três dadores [dois nos Estados Unidos e um no Reino Unido]. Ainda assim, ela continua a fazer o tratamento normal. Nós iremos precisar definitivamente de mais sangue”, apela Raheel Mughal, o pai de Zainab, aos possíveis dadores.

A menina precisa urgentemente de sete a dez dadores que ainda não foram encontrados, já que apenas a quimioterapia que está a fazer não é suficiente. Dadas as restrições e a as baixas probabilidades, Raheel direciona o apelo às pessoas do Médio Oriente, dizendo que a vida da filha depende do sangue.

Ela precisa urgentemente de doações de sangue para conseguir sobreviver e combater o cancro que a está a matar. O sangue não irá curá-la, mas é muito, muito improtante para a apoiar enquanto realiza os tratamentos”, explica o pai da menina.

De acordo com o Programa Americano de Doadores Raros, uma colaboração da Cruz Vermelha Amerciana e a AABB, menos de uma em cada mil pessoas pertencem um grupo sanguíneo considerado “raro” e menos ainda ao “extremamente raro”. Mais de mil pessoas descendentes das três etnias compatíveis já fizeram doações, avança o jornal Daily Herald.

Atualizado com esclarecimento sobre os grupos sanguíneos

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