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Grécia

Manifestantes na Grécia entram em confronto com a polícia

Para a capital da Grécia, as autoridades mobilizaram, esta quinta-feira, cerca de 2.500 agentes e um helicóptero, para controlar as várias marchas e comícios.

SIMELA PANTZARTZI/EPA

Centenas de manifestantes na Grécia atiraram, esta quinta-feira, bombas incendiárias e pedras contra a polícia, durante as marchas do décimo aniversário de um tiroteio policial que matou um adolescente.

Os manifestantes na cidade de Tessalónica, no norte da Grécia, montaram barricadas nas ruas e atiraram ‘cocktails’ Molotov contra a polícia, que respondeu com granadas de gás lacrimogéneo.

Atos de violência aconteceram igualmente em Atenas, onde dez pessoas foram detidas e a polícia atirou gás lacrimogéneo sobre grupos de jovens encapuzados que destruíram paragens de autocarros e atiraram pedras e outros objetos contra a polícia de choque.

Para a capital da Grécia, as autoridades mobilizaram quinta-feira cerca de 2.500 agentes e um helicóptero, para controlar as várias marchas e comícios, enquanto a principal estação de metro na Praça Syntagma foi temporariamente fechada.

Mais manifestações estão marcadas para a noite de quinta-feira em Atenas, para o exato local onde a polícia matou Alexandros Grigoropoulos, em 06 de dezembro de 2008.

Grigoropoulos tinha 15 anos quando foi morto a tiro durante uma saída com amigos na zona de Exarchia, onde muitos bares e restaurantes populares estão localizados.

O jovem foi morto quando um polícia disparou sobre ele, após uma cena de violência.

Interrogado mais tarde, o agente policial disse que não tinha apontado para o jovem, mas que Alexandros acabou por ser morto por um ricochete de bala.

Nessa altura, a morte do adolescente desencadeou os mais extensos tumultos que a Grécia tinha visto em décadas.

O surto de violência, que durou duas semanas, espalhou-se por cidades de todo o país, com jovens a destruir e saquear lojas, a incendiar prédios e carros e a montar barricadas de fogo nas ruas.

O agente policial envolvido no caso, Epaminondas Korkoneas, foi condenado por assassínio e sentenciado a prisão perpétua.

O processo judicial está em fase de recurso.

Um segundo polícia presente no incidente foi condenado a 10 anos de prisão e está em liberdade condicional há vários anos.

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