Professores

Professores entregam 20 mil postais de protesto ao Governo

Cerca de 150 professores entregaram mais de 20 mil postais ao Governo como forma de de protesto. Os professores consideram que a proposta do Ministério, que "rouba mais de seis anos aos professores".

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, a entregar mais de 20 mil postais recolhidos pela população ao Governo, esta quinta-feira

RODRIGO ANTUNES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Cerca de 150 professores desfilaram esta quinta-feira até à presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, onde entregaram 20.520 postais a defender investimento na educação e apoio na luta dos docentes para recuperação do tempo de serviço.

Os professores concentraram-se por volta das 11h00 da manhã em frente à Basílica da Estrela, de onde saíram cerca das 12h15, depois de ouvirem o discurso do secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, que considerou a reunião de quarta-feira entre os sindicatos e o Ministério da Educação uma “vergonha”, “uma encenação barata” e “um absurdo”.

Durante a reunião, agendada no âmbito do Orçamento do Estado para 2019, o Ministério da Educação manteve inalterada a sua proposta de recuperação do tempo de serviço em que esteve congelado, cerca de dois anos e nove meses.

Mário Nogueira lembrou que “o tempo de serviço que os professores trabalharam não é moeda de troca, não é negociável”, durante o protesto organizado pela Federação Nacional dos Professores.

Esta estrutura sindical deverá apresentar, na próxima quarta-feira, um pedido de reunião suplementar para retomar as negociações.

Segundo Mário Nogueira, a proposta do Ministério, que “rouba mais de seis anos aos professores”, poderá chegar à reunião do Conselho de Ministro de 20 de dezembro, ou seja, “poderá ser uma prenda de Natal para os professores”.

Em declarações aos jornalistas, o sindicalista questionou ainda a posição do líder da bancada socialista, Carlos César, em todo este processo, uma vez que, nas ilhas, os professores conseguiram a recuperação integral do tempo de serviço e, no continente, o Governo pretende apenas recuperar menos de três anos.

Durante o desfile, ouviram-se palavras de ordem como “Ó Governo, escuta, o tempo é para contar, são nove anos quatro meses e dois dias” e “nos Açores e na Madeira há respeito pela carreira”.

No protesto, os professores exibiam caixas do correio onde estavam os postais dirigidos ao primeiro-ministro, a quem apelam por mais investimento na educação e respeito pelos professores.

Os postais foram colocados dentro de dois sacos vermelhos, fazendo lembrar os sacos do Pai Natal.

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