Futebol

Juventus vence Inter e iguala melhor arranque de sempre na Liga com assistência de João Cancelo

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Ronaldo não marcou, João Cancelo fez uma assistência, Mandzukic foi de novo Super Mario: Juventus vence Inter (1-0), reforça liderança e iguala o melhor arranque de sempre nas cinco principais ligas.

João Cancelo fez a assistência, Mandzukic marcou: croata que defrontou três compatriotas decidiu o Dérbi de Itália

AFP/Getty Images

A semana tirou-lhe o prémio que mais desejava mas a realidade continua a considerá-lo o melhor “prémio” de todos. De acordo com a Banca IMI, Cristiano Ronaldo, a personalidade mais seguida no Instagram, poderá alastrar a sua influência a outros pontos como a venda de camisolas da Juventus, com possibilidade de triplicação de vendas até 2022, quando termina contrato. Também os patrocínios mais que duplicam, numa subida de 60%. E por tudo isso as ações da Vecchia Signora subiram na sua cotação ao escalão “comprar”, duplicando o valor das mesmas. Tudo explicado num estudo intitulado de “Ronaldomics”.

O avançado português não chegou propriamente a comentar a escolha do antigo companheiro Luka Modric para Bola de Ouro em 2018, depois de já ter sido considerado o melhor jogador pela UEFA e pela FIFA, mas a reação das duas irmãs e de um dos melhores amigos não terá ficado muito longe do pensamento do próprio: quando todos os números apontavam para a sexta conquista do troféu no ano em que ganhou a terceira Liga dos Campeões e protagonizou a bomba do mercado com uma transferência de 100 milhões de euros aos 33 anos, ficou na segunda posição. A resposta, essa, ficará para ser dada em campo.

“O Cristiano merecia a Bola de Ouro pelo que fez na Champions com o Real Madrid, no Mundial não conseguiu chegar tão longe com Portugal. A vitória de Modric será um estímulo para ele. Para fazer ainda melhor e recuperar o troféu para o ano que vem, ao serviço da Juventus. Essa é a motivação dele agora, ganhar pela Juventus. Ele é um exemplo para qualquer pessoa que queira ser futebolista, um jogador extraordinário, um homem humilde, que se adaptou muito bem ao grupo e que mostra uma grande competitividade em cada treino. Apesar das suas conquistas e dos seus 33 anos, ainda cuida de cada detalhe”, destacou o técnico Massimiliano Allegri, entre muitas outras opiniões que “davam” a Bola de Ouro ao português. Ainda assim, convém não esquecer que a Juve não é apenas Ronaldo. E foi outro português que esteve no golo que decidiu o triunfo.

Ronaldo não marcou desta vez mas João Cancelo foi um dos melhores (e fez uma assistência) tal como Chiellini (Gabriele Maltinti/Getty Images)

No entanto, o início do Dérbi de Itália – uma expressão que começou a ser utilizada há mais de 50 anos pelo jornalistas Gianni Brera e que pretendia mostrar que era uma rivalidade tão acesa que nem o facto de serem de cidades diferentes fazia com que deixasse de ser um dérbi – foi complicado para a Juventus. Dybala ainda teve uma bola de cabeça com perigo após cruzamento de Ronaldo mas era o Inter que estava por cima, com ou sem bola como se via nas reposições de Szczesny, obrigado a dar a bola em Chiellini ou a bater na frente. Depois de boas aproximações e cruzamentos perigosos, os comandados de Spaletti tiveram mesmo um remate ao poste por Gagliardini, em mais uma grande saída dos nerazzurri para o ataque (29′).

Só mesmo depois da meia hora começaram a aparecer os visitados, muito por culpa das arrancadas de João Cancelo na esquerda (apesar de ter começado o encontro como lateral direito) e da subida da linha de meio-campo que deu outro protagonismo à dupla Pjanic-Betancur. Mandzukic, com um cabeceamento na área, deixou o primeiro aviso a Handanovic (34′), que veria no minuto seguinte um remate de Betancur ser desviado para canto quando tinha tudo para inaugurar o marcador. Também Ronaldo deixou a sua tentativa de ordem e logo de bicicleta à entrada da área mas a tentativa saiu sem perigo.

Desde 2004/05 que a Juventus não conseguia fazer tantos remates na primeira parte frente ao Inter mas pertenceu aos visitantes a grande oportunidade da primeira parte e também a primeira da segunda: Matuidi teve um erro em zona proibida, a bola chegou a Politano mas o remate acabou por bater na muralha defensiva composta por Chiellini e Bonucci (48′). Poucos minutos depois, foi Miranda a facilitar numa saída em posse na área mas Dybala falhou o remate após passe de Mandzukic (53′). Havia muito talento à solta em campo mas era no forçar dos erros contrários que estava o segredo para criar perigo. E foi assim também que Ronaldo, após uma construção de novo mal iniciada por Miranda, atirou de pé esquerdo por cima (59′).

Spaletti começou a guerra dos bancos com a entrada de Borja Valero para dar outra qualidade de bola ao Inter no meio-campo adversário mas o golo inaugural acabou por quebrar essa estratégia: a meio da segunda parte, Matuidi virou o centro de jogo para a esquerda com um passe longo, João Cancelo (mais uma vez um dos melhores) teve mais uma investida até à linha final antes de puxar a bola para o pé direito, travou para perceber os posicionamentos na área e cruzou na perfeição ao segundo poste para “Super Mario” Mandzukic desviar de cabeça quase em cima de Handanovic para o 1-0 aos 66′. Sem ter a exuberância (e os holofotes) de Cristiano Ronaldo, o avançado leva já oito golos e duas assistências esta temporada.

O Inter, a equipa com forte presença de croatas com o lateral Vrsaljko, o médio Brozovic e o avançado Perisic, ainda tentou juntar ao clã o agora Bola de Ouro Luka Modric no início da temporada. Não conseguiu. E depois de um início prometedor, foi perdendo gás com o passar das jornadas, tendo já 14 pontos de desvantagem em relação à Juventus que, por sua vez, carimbou o melhor início de sempre de uma equipa das cinco principais ligas europeias: 15 jogos, 14 vitórias e apenas um empate, com 32 golos marcados (melhor ataque da prova) e apenas oito consentidos (defesa menos batida da Serie A). Tudo graças a outro croata, Mario Mandzukic, que voltou a ser decisivo para os comandados de Massimiliano Allegri depois de já ter marcado noutros três jogos grandes que a equipa já tinha feito no Campeonato, frente a Nápoles, AC Milan e Lazio. E com contornos de “vingança” de Cancelo, que no ano passado jogou no Inter por empréstimo do Valencia e não convenceu os responsáveis nerazzurri

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