Rússia

Ministros português e alemão rejeitam imposição de novas sanções à Rússia

O prolongamento das sanções à Rússia será analisado na cimeira do Conselho Europeu da próxima semana, mas ministros admitem não haver consenso na União Europeia para a aplicação de novas sanções.

Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros português

JOSÉ COELHO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e da Alemanha, Augusto Santos Silva e Heiko Maas, rejeitaram esta sexta-feira, em Lisboa, a imposição de novas sanções à Rússia por causa do conflito com a Ucrânia no mar de Azov.

Os dois ministros, que falavam esta sexta-feira em conferência de imprensa, após um encontro no Palácio das Necessidades, adiantaram que o eventual prolongamento das sanções impostas à Rússia após a anexação da Crimeia, em 2014, será analisado na cimeira do Conselho Europeu da próxima semana, mas admitiram não haver consenso na União Europeia para a aplicação de novas sanções.

Heiko Maas afirmou que a Alemanha “considera aceitar” o prolongamento das sanções atuais, mas disse “não ver que na União Europeia haja consenso para novas sanções”. “Nesta altura considero errado falar em novas sanções porque estão a ser desenvolvidos vários esforços para reduzir tensão”, disse Maas, que na quinta-feira esteve reunido com os homólogos da Rússia e da Ucrânia.

Adiantou que, na próxima semana, continuarão as conversações no mesmo sentido. “Vamos dar o nosso contributo, mas ao fim e ao cabo são as duas partes envolvidas que têm de consegui-lo. Do ponto de vista da Alemanha não haverá proposta para haver novas sanções”, disse.

Maas considerou que a manutenção das conversações “é um bom sinal”, mas que na reunião de quinta-feira não se chegou a nenhuma conclusão, considerando que é preciso que sejam libertados os marinheiros e que haja a monitorização da Cruz Vermelha ou da OSCE da abertura do estreito de Kersh.

“São temáticas que estão na agenda, mas que na reunião de ontem (quinta-feira) não foram bem recebidas pelo lado russo. Queremos continuar a apostar na redução da tensão e apelamos às duas partes para continuarem a fazer esforços nesse sentido”, sublinhou. “Acompanhamos a decisão dos europeus de imposição de sanções à Federação Russa [na sequência da anexação da Crimeia] que têm sido sucessivamente prorrogadas”, disse, por seu lado, Augusto Santos Silva.

O chefe da diplomacia portuguesa considerou necessário “analisar com cuidado aos diferentes níveis [diplomáticos, dos ministros dos negócios estrangeiros, dos chefes de Estado e do Governo] a evolução da situação no mar de Azov para saber se são necessárias outras medidas”.

A Rússia apreendeu, a 25 de novembro, três navios de guerra ucranianos que tentavam passar do Mar Negro para o de Azov, capturando 24 elementos das tripulações. Trata-se do primeiro confronto militar aberto entre Moscovo e Kiev depois da anexação pela Rússia, em 2014, da península ucraniana da Crimeia, e do início do conflito armado no leste da Ucrânia entre as forças governamentais e os separatistas pró-russos.

Kiev e os seus aliados no Ocidente acusam a Rússia de instigar o conflito, que já causou mais de 10 mil mortos, e de apoiar militarmente os separatistas, o que Moscovo rejeita. A Ucrânia reclama novas ações contra a Rússia na sequência desta nova escalada de tensão.

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