O Mosteiro de Alcobaça vai ser alvo de uma série de intervenções de conservação e restauro entre 2019 e 2020, confirmou a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) ao Observador. Com um custo estimado de 1 milhão de euros, a requalificação, que será feita em duas fases, será focada em duas fachadas e na zona de acesso ao monumento, fundado em 1178 pelos monges da Ordem de Cister. O projeto será acompanhado pela Transparência e Integridade-Associação Cívica (TI-IP), uma ONG anti-corrupção que firmou recentemente uma parceria com a DGPC.

A primeira parte do projeto, intitulada “Conservação da Fachada Poente e da Fachada Norte Rebocada”, terá um “custo estimado de cerca de 700 mil euros”. De acordo com a DGPC, será objeto de uma intervenção de conservação e restauro durante esta fase a cantaria, vitrais e portal, rebocos e pinturas e caixilharias dos vãos e gradeamentos. Está também prevista uma melhoria dos acessos e da segurança das escadas, assim como a recuperação dos pátios interiores da galeria de exposições. O dissuasor de pombos será igualmente reparado.

Durante a “Requalificação da Portaria Conventual e Loja”, num custo estimado de cerca de 300 mil euros, será criada numa nova bilheteira na atual sala de entrada para os serviços administrativos. Depois desta intervenção, passará a existir um serviço de áudio-guias no mosteiro, uma loja, máquinas de vending e cacifos, melhorando assim a experiência de quem visita o Mosteiro de Alcobaça, onde se encontra sepultado o rei D. Pedro e D. Inês de Castro. Será também durante a requalificação desta zona que o claustro de D. Afonso VI será alvo de um restauro.

No que diz respeito à parceria com a TI-IP, a DGPC explicou ao Observador que esta “se insere no contexto da monitorização de projetos cofinanciados por fundos da União Europeia no âmbito da experiência-piloto ‘Integrity Pacts — Civil Control Mechanism for Safeguarding EU Funds’, promovida e financiada pela Comissão Europeia, visando a aplicação de um Pacto de Integridade”.

“Neste âmbito, conta-se que em breve seja assinado um acordo (Pacto de Integridade) entre a DGPC, enquanto entidade adjudicante, e a TI-PT, na qualidade de supervisor independente, para monitorização de todos os trabalhos relacionados com a implementação de um projeto a desenvolver no Mosteiro de Alcobaça — ‘Património Cultural da UNESCO’, pautado por normas de conduta baseadas no mais elevado respeito pelos princípios da transparência e legalidade”, disse ainda o mesmo organismo. O monumento está inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO desde 1989.