Rússia

Ucrânia pede “resposta forte” a “ato de agressão” da Rússia

A 25 de novembro, a Rússia capturou três navios de guerra ucranianos que tentavam penetrar no mar Negro, em Azov, capturando os 24 marinheiros a bordo.

IRINA GORBASYOVA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkine, pediu esta quinta-feira uma resposta “rápida e forte” da comunidade internacional ao “ato de agressão” da Rússia contra o seu país, no estreito de Kerch.

“Este é o quinto conselho ministerial consecutivo em que a agenda da OSCE é dominada pelo comportamento desestabilizador da Rússia, que representa uma grande ameaça à segurança europeia”, afirmou Klimkine, durante uma reunião da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Milão.

Para o responsável da diplomacia ucraniana, a Rússia está numa escalada de atitudes de agressividade e conflito.

Em 25 de novembro, a Rússia apresou três navios de guerra ucranianos que tentavam penetrar no mar Negro, em Azov, capturando os 24 marinheiros a bordo, naquele que foi o primeiro confronto militar aberto entre Moscovo e Kiev desde a anexação da península da Crimeia ucraniana em 2014.

Pavlo Klimkine enfatizou que cabe agora às Nações Unidas “fornecer uma resposta internacional rápida e forte para responder a esse ato de agressão”.

“As declarações não são suficientes, é preciso tomar medidas”, porque as ações da Rússia “ameaçam a estabilidade” da região, disse Klimkine.

O chefe da diplomacia ucraniana pediu à Rússia a “libertação imediata (dos marinheiros) e o seu regresso à Ucrânia”, um apelo também feito pelo chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

Um primeiro sinal de apaziguamento surgiu terça-feira, quando a Ucrânia anunciou que o mar de Azov tinha sido parcialmente libertado do controlo russo.

Mas a resposta do Kremlin continuou dura, com o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, a criticar o facto de a Ucrânia não permitir o uso da língua russa no país.

Lavrov considerou que há uma “crise de confiança na Europa Atlântica”, decorrente da “ampliação impensada da NATO (…) da implantação de sistemas antiaéreos americanos na Europa, e de sanções ilegítimas (sobre a Rússia) sob pretextos inventados”.

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