Rádio Observador

Associação Mutualista

Montepio. Votação indica que esmagadora maioria rejeita Tomás Correia, diz Ribeiro Mendes

Candidato da lista B diz que a maioria simples de Tomás Correia significa que "a esmagadora maioria" dos associados do Montepio rejeita a sua liderança.

.

A vitória por curta margem de Tomás Correia nas eleições da associação mutualista Montepio Geral sinaliza o “sentimento de rejeição” da esmagadora maioria dos associados face à atual liderança, considerou este sábado o candidato da lista B, Fernando Ribeiro Mendes.

O candidato da lista B ficou em terceiro lugar, com cerca de 21% dos votos válidos. Tomás Correia (lista A) venceu com 43,2%, seguido de António Godinho, da lista C, com 36,3%. O primeiro e o segundo classificados ficaram separados por menos de 3.000 votos, pelo que uma aliança entre as candidaturas opositoras — que chegou a ser equacionada, mas nunca concretizada — teria sido suficiente para mudar a liderança da mutualista. No atual quadro, Tomás Correia foi eleito para um quarto mandato.

Em comunicado de reação à derrota nas eleições, Ribeiro Mendes considera que “a participação dos associados registou uma das taxas mais baixas de sempre, de menos de 10% do corpo eleitoral, o que constitui manifestação incontornável da desconfiança que está instalada no Montepio”. Dos cerca de 460 mil associados com direito a voto, foram confirmados como votos válidos cerca de 43 mil.

Também representa, diz o mandatário da lista B, “um sintoma claro do anquilosamento do sistema de governo da mutualidade”. Por outro lado, Ribeiro Mendes — que cortou com Tomás Correia depois de ter sido eleito pela sua lista, em 2015 — reiterou uma ideia de campanha das candidaturas opositoras: a de dificuldades no processo eleitoral. A Lista C foi mais dura, falando em irregularidades graves e admitindo impugnar as eleições.

“Os candidatos da Lista B levaram por diante esta campanha eleitoral em condições extremamente difíceis, marcadas por decisões controversas impostas pela maioria afeta à Lista A na Comissão Eleitoral, dificultando o esclarecimento dos associados, o que muito terá contribuído para um aumento da abstenção, com óbvio prejuízo para a Associação”, considera a lista B.

Ainda assim, a lista B reconhece que obteve “um resultado que ficou abaixo das expectativas geradas”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: nvinha@observador.pt
Cooperação económica

De braço dado com Angola

José Manuel Silva

O momento político angolano é propício à criação de laços baseados na reciprocidade e na igualdade de tratamento, sem complexos de nenhuma espécie. A história foi o que foi, o presente está em curso.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)