Cinema

Seis realizadores vão receber 2,5 milhões de euros para apoio a primeiras longas de ficção

A este programa de apoio candidataram-se 62 projetos de longa-metragem, tendo o júri e o conselho diretivo do ICA decidido atribuir as verbas a seis produções.

Os concursos de apoio ao cinema e audiovisual de 2018 do ICA abriram no final de maio, contando com 19 milhões de euros a repartir por vários programas

JOSE COELHO/LUSA

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  • Agência Lusa
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Seis realizadores, entre os quais Susana Nobre e Diogo Costa Amarante, vão receber apoio para financiar uma primeira longa-metragem de ficção, num total de 2,5 milhões de euros, revelou o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA). A este programa de apoio candidataram-se 62 projetos de longa-metragem, tendo o júri e o conselho diretivo do ICA decidido atribuir as verbas a seis produções.

Os projetos com maior montante atribuído — 500 mil euros cada – são “Cidade de Rabat”, de Susana Nobre, e “Ouro e Cinza”, de Salomé Lamas, duas realizadoras que têm trabalhado mais no domínio do documentário e do filme experimental, e “Sonhar com leões”, de Paolo Marinou-Blanco.

Além destes três filmes, o apoio financeiro contemplará ainda, com 475 mil euros, “Safe only”, primeira obra de longa duração de Diogo Costa Amarante, depois de “Cidade Pequena”, curta premiada em 2017 em Berlim. Com 250 mil euros cada, serão ainda apoiados os realizadores Ico Costa e João Nuno Pinto, com “Rosilene” e “Zacarias”, respetivamente.

Este apoio do ICA destina-se a financiar a produção de projetos “de realizadores que não tenham realizado qualquer projeto, ou que tenham realizado apenas uma obra cinematográfica de longa-metragem de ficção”.

Os concursos de apoio ao cinema e audiovisual de 2018 do ICA abriram no final de maio, com vários meses de atraso, contando com 19 milhões de euros a repartir por vários programas. O atraso na publicação do calendário e da declaração anual de prioridades deveu-se à aplicação da nova regulamentação da lei do cinema e audiovisual, que entrou em vigor em abril passado.

Na altura, em declarações à agência Lusa, o presidente do ICA, Luís Chaby Vaz, afirmava que 2018 seria um “ano zero” para o setor, porque se fez uma “grande revisão legislativa”. “Aligeirámos a carga burocrática na fase de candidaturas ao financiamento. Há a introdução de linhas de apoio que não existiam e visam contemplar áreas que não estavam previstas”, disse.

Segundo o calendário publicado na página oficial do ICA, os programas de apoio ao cinema são contemplados com 10,9 milhões de euros a distribuir por áreas como escrita de argumento, produção de ficção e documentário, distribuição e exibição.

O programa de apoio ao audiovisual e multimédia terá 3,8 milhões de euros para financiamento de séries ou filmes de ficção, documentário ou animação. A estes juntam-se o programa para novos talentos e primeiras obras, com um total de 2,5 milhões de euros, um programa específico de apoio à internacionalização, de 615 mil euros, e 1,1 milhões de euros para apoios ad hoc e para protocolos com Brasil, França e Itália.

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