A cadeia norte-americana de fast food McDonald’s vai tomar medidas no sentido de levar os seus fornecedores a reduzirem a utilização de antibióticos na carne de vaca, como já tinha feito há alguns anos com a carne de aves. A McDonald’s, um dos maiores compradores de carne de vaca, a nível mundial, vai começar por monitorizar as quantidades de antibióticos em mercados importantes como os EUA, o Brasil e a Nova Zelândia, e garante que até 2020 serão fixadas medidas de redução concretas, mitigando os riscos de que a utilização de antibióticos na carne — que, depois, é consumida por humanos — possa fazer com que estes medicamentos percam eficácia no tratamento de doenças infeciosas.

“Pessoalmente, acredito que este é, provavelmente, o projeto mais ambicioso em que a McDonald’s alguma vez embarcou”, comentou Bruce Feinberg, um dos diretores executivos da McDonald’s, citado pela NPR. A McDonald’s decidiu em 2015 lançar um plano que contribuiu para que os seus fornecedores deixassem de utilizar antibióticos na carne de aves que a cadeia de fast food usa para preparar alguns dos seus produtos mais vendidos. Essa decisão, que várias outras cadeias imitaram rapidamente, fez com que na indústria de carne de aves baixasse expressivamente a utilização de antibióticos.

A cadeia de fast food define como política empresarial desincentivar a utilização de antibióticos para estimular o crescimento ou evitar doenças, mas o objetivo da McDonald’s não será fácil de cumprir: cerca de 40% dos antibióticos vendidos para utilização em gado, nos EUA, vão para a produção bovina. Só 6% vão para a criação de aves. Reduzir a utilização de antibióticos na produção bovina não será tão fácil porque, segundo Feinberg, não é fácil saber quantos (e que) antibióticos são usados porque a cadeia de produção é “muito estratificada e complexa”, ao contrário da maior simplicidade na produção aviária, em que normalmente todas as fases do processo produtivo são feitas pelo mesmo fornecedor.