Governo

Ministro garante recuperação de navio em falta no Seixal “ainda esta semana”

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas assegurou esta quarta-feira que será recuperado "ainda esta semana" o navio da Transtejo em falta na ligação entre Seixal e Lisboa, devido a avaria.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas assegurou esta quarta-feira que será recuperado “ainda esta semana” o navio da Transtejo em falta na ligação entre Seixal e Lisboa, devido a avaria.

Em debate parlamentar de interpelação do Governo pedido pelo CDS-PP, Pedro Marques, em resposta a diversas bancadas, nomeadamente democrata-cristã, bloquista e comunista, vincou que o Governo já procedeu a um “investimento de 12 milhões de euros na recuperação de material circulante fluvial”.

“Temos a expectativa de ainda esta semana essa situação [reparação do navio Seixal-Lisboa] estar resolvida, garantiu o responsável governamental.

Pedro Marques rejeitou ainda “a ideia de crise e caos total”, apontada por PSD e CDS-PP, considerando-a “manifestamente exagerada”, apesar de reconhecer “problemas para resolver”.

“Anteontem [segunda-feira], a CP teve 99,7% de regularidade, ontem [terça-feira] 99,3%, a Transtejo e a Soflusa com 98% ou 99% ao longo do ano e o investimento público da Infraestruturas de Portugal está a duplicar em 2018”, contrapôs.

Dezenas de pessoas invadiram na terça-feira, no cais do Seixal, o único navio disponível em virtude da avaria no outro para a ligação a Lisboa, protestando contra a supressão de carreiras e impedindo assim a embarcação de sair por excesso de passageiros.

A presidente do Conselho de Administração da Transtejo, Marina Ferreira, afirmou entretanto que o referido navio “já está em doca, a ser reparado, mas até lá, esta ligação ficou penalizada porque passou a ser feita só com um navio”.

A Câmara Municipal do Seixal emitiu um comunicado a exigir ao Governo que “cumpra as reiteradas promessas e resolva com urgência os problemas nas ligações fluviais entre o Seixal e Lisboa que se têm arrastado ao longo dos últimos anos”.

Ao longo da discussão, os sociais-democratas Joel Sá e Luís Leite Ramos acusaram o Governo, “com muita propaganda, anúncios, e pouca obra” de criar “ilusão aos portugueses de que tudo está bem”, e Pedro Marques especificamente de ser um “ministro da propaganda eleiçoeira, um fiel seguidor da escola Socratística, onde aprendeu e cresceu politicamente”, pois “só faz promessas e anúncios” e apenas “um adicto da realidade virtual pode chamar a isto governar”.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, classificou o ministro como “um bom ilusionista”, enquanto a colega de bancada Cecília Meireles afirmou que a Pedro Marques “falta-lhe obra, factos, políticas e memória”.

“Queixou-se da pesada herança do Governo passado. É ex-secretário de Estado de José Sócrates. Falta de financiamento e de dinheiro foi o que deixou quando deixou o país na bancarrota”, disse, atribuindo “desfaçatez e desplante” ao membro do executivo socialista.

A comunista Paula Santos considerou depois “inacreditável” que “o CDS, neste debate, com a responsabilidade que teve no Governo, vir fazer exercício de branqueamento naquilo que está hoje a acontecer ao país” e de “passar uma borracha” sobre o que fez em termos de cortes orçamentais, privatizações e supressões de serviços públicos, especialmente nas infraestruturas e transportes.

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