A Audi parece finalmente ter acertado com o A1. A anterior geração surgiu em 2010, primeiro apenas com três portas, de potencial comercial duvidoso, tendo sido reforçada no ano seguinte pelo Sportback de cinco portas, com a versão desportiva S1 a aparecer quatro anos depois. O novo A1 abre mão da carroçaria de três portas, que representava apenas 4% das vendas, com o mesmo à vontade com que desiste dos motores a gasóleo, que não aliciavam mais de 11% da clientela.

Comparado com o antigo, o novo A1 Sportback recorre à mesma plataforma MQB A0 do Grupo Volkswagen, a mesma que dá corpo ao Polo e ao Ibiza. Com 4,03 metros de comprimento, o modelo de acesso à gama da Audi é mais comprido (5,6 cm) do que o modelo que vem substituir, possuindo ainda uma maior distância entre eixos (9,4 cm), o que deixa antever um habitáculo substancialmente mais generoso. A nova plataforma explica igualmente o incremento ao nível da bagageira, a oferecer 335 litros, ou seja, mais 65 litros de capacidade do que a geração anterior.

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Esteticamente, é fácil distinguir o novo A1 do antigo, uma vez que além da nova grelha de maiores dimensões, surgem ainda três rasgos na frente, na ligação ao capot do motor, a fazer lembrar o Audi Quattro Sport com que a marca dominou os ralis do campeonato do mundo no passado. Também os guarda-lamas exibem uns alargamentos que lhe reforçam o ar desportivo.

Motores? Só gasolina e com novas denominações

O novo A1 perde os motores diesel e passa a adoptar as estranhas denominações da marca, em termos de motorizações. Assim, a versão mais acessível, o 25 TFSI, monta o já conhecido motor 1.0 TFSI de três cilindros com 95 cv e 175 Nm (sendo o único a recorrer a travões de tambores no eixo traseiro), enquanto o 30 TFSI tem a mesma unidade, mas na versão de 116 cv e 200 Nm, que pode estar acoplado a uma caixa manual de seis velocidades ou a uma automática de dupla embraiagem (S Tronic) e sete relações. O 30 TFSI é capaz de atingir 203 km/h e os 100 km/h em 9,5 segundos, para depois anunciar um consumo médio de 4,8 litros, a que corresponde emissões de 108 g de CO2.

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As versões mais possantes do A1 são a 35 TFSI, com motor 1.5 TFSI de 150 cv e 250 Nm, enquanto o 40 TFSI opta pelo motor 2.0 TFSI com 200 cv e 320 Nm, com a primeira a poder estar associada a caixas manuais ou S Tronic, enquanto a mais desportiva utiliza exclusivamente a S Tronic.

Mais equipamento

Se por fora há mais cores disponíveis para personalizar o modelo, por dentro o A1 passa a propor igualmente zonas em que é possível jogar cromaticamente com os tons disponíveis, nomeadamente na consola central e junto ao painel de instrumentos. Este é sempre digital, com duas dimensões (10,25 polegadas ou 12.3”, esta com mais funcionalidades), completado por um ecrã central táctil (também ele com 8,8” ou 10,1”, dependendo do nível de equipamento), através do qual é possível controlar todas as funções do veículo e, sobretudo, associar o modelo a qualquer smartphone.

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O equipamento, oferecido de série ou como opção, foi reforçado, passando a incluir cruise control activo (que mantém uma distância segura ao carro da frente até aos 200 km/h), sistema de travagem automática de emergência, já com possibilidade de reconhecer ciclistas e peões, sistema de reconhecimento de sinais de trânsito, e assistência à manutenção na faixa de rodagem com correcção por acção do volante. Para ajudar nas manobras de marcha-atrás há o assistente de manobra, que avisa o condutor quando se aproxima um veículo para impedir um acidente, sendo ainda proposta uma solução de estacionamento automático, que identifica o local para parquear e realiza a manobra, tendo o condutor apenas de acelerar e travar.

Preços a partir de 23.500€

As primeiras unidades do A1, fabricado pela Seat, em Espanha, já estão a ser comercializadas no nosso país, todas elas na versão 30 TFSI de 116 cv, sendo necessário esperar por Maio, para ter acesso aos A1 mais possantes, respectivamente o 35 TFSI de 150 cv e o 40 TFSI de 200 cv. A última versão a chegar é simultaneamente a mais acessível, com o 25 TFSI a não ser esperado no mercado português antes de Julho de 2019. E se considerarmos o equipamento que inclui de série, o novo A1 acaba por ser mais barato do que o seu antecessor.

Em matéria de preços, o A1 é proposto a partir de 23.500€, para a versão 25 TFSI, subindo para 25.100€ no 30 TFSI. Muito interessante é o 35 TFSI, já com motor de quatro cilindros e 150 cv, à venda por 27.500€, enquanto o A1 mais desportivo, o 40 TFSI, é comercializado por 34.900€.