Estados Unidos da América

Agente russa admite em tribunal que tentou conspirar contra os Estados Unidos

Depois de ter chegado a acordo judicial, Maria Butina admitiu que se tentou infiltrar nos círculos republicanos para satisfazer os interesses da Rússia. Pena pode ir até cinco anos de prisão.

Maria Butina chegou aos Estados Unidos com um visto de estudante

Maria Butina/Facebook

A agente russa Maria Butina confessou esta quinta-feira em tribunal que atuou como agente estrangeira ilegal nos Estados Unidos, com o objetivo de conspirar contra o país e de se infiltrar nos círculos republicanos para persuadir líderes políticos a satisfazerem os interesses vindos da Rússia.

Segundo a CNN, apesar de inicialmente se afirmar inocente, a agente disse agora ter agido “sob as ordens” de Alexander Torshin, vice-presidente do banco central russo que o Departamento do Tesouro sancionou este ano. “Maria Butina procurou estabelecer linhas de comunicação não oficiais com os americanos, exercendo poder e influência sobre a política dos EUA”, declarou o procurador num tribunal de Washington.

Butina, que está presa desde julho, teria como objetivo infiltrar-se nas empresas que tinham influência em políticos do país e chegou aos Estados Unidos com um visto de estudante. Segundo a acusação, “as linhas de comunicação poderiam ser utilizadas pela Federação Russa para entrar no aparato de tomada de decisões dos Estados Unidos e avançar na agenda da Federação Russa”, através de reuniões “com políticos e candidatos políticos”, bem como com uma associação pró-armas de fogo.

Já esta segunda-feira, a agente russa chegou a um acordo judicial, depois de os advogados terem enviado uma solicitação de audiência para uma “mudança de defesa”. Neste acordo, diz a CNN, Maria Butina aceitou entregar qualquer evidência de crimes de que tem conhecimento, submeter um relato completo da sua situação financeira, aceitar falar com as autoridades sempre que for necessário e testemunhar em qualquer tribunal.

O facto de Butina ter assumido a culpa e chegado a um acordo de cooperação poderá aumentar a esperança de ver a sua pena — que pode ir até cinco anos de prisão — ser reduzida. Haverá também a probabilidade de a agente russa ser deportada, tendo sido marcada para fevereiro uma audiência para discutir a data em que a sentença é anunciada.

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Alberto Gonçalves

Claro que o ar do tempo começa a tornar-se irrespirável e que uma sociedade fundamentada na desconfiança e na delação não promete um futuro risonho. Claro que me apetecia fazer queixa. Mas a quem?

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