Moçambique

Moçambique. Financiamento de projeto de gás natural lançado junto da banca

O financiamento do projeto de exploração de gás natural da Área 1 do Rovuma, no norte de Moçambique, começou a ser lançado junto da banca comercial a nível internacional, anunciou o Governo.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, durante a cerimónia de tomada de posse dos novos membros do Governo, a 14 de dezembro de 2017

ANTÓNIO SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O financiamento do projeto de exploração de gás natural da Área 1 do Rovuma, no norte de Moçambique, começou a ser lançado junto da banca comercial a nível internacional, anunciou esta quarta-feira o ministro dos Recursos Minerais e Energia.

“Foi com agrado que soube que o financiamento do projeto foi lançado no mercado da banca comercial, um grande marco que representa a maturidade do empreendimento”, referiu Max Tonela, durante um encontro realizado em Maputo com agências de crédito à exportação – designadas no mercado pela sigla inglesa, ECA – Export Credit Agencies.

Trata-se de instituições de crédito que vão suportar o financiamento de 12 mil milhões de dólares para as duas primeiras linhas de liquefação, a instalar na Península de Afungi, província de Cabo Delgado, e com capacidade de produção de 12 milhões de toneladas por ano de gás natural líquido (GNL) pelo consórcio liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko.

“Tanto quanto sei, cada uma de vós, vai agora iniciar o processo de aprovação pelas respetivas administrações para providenciarem as respetivas parcelas de financiamento. São ótimas notícias”, acrescentou, dirigindo-se às instituições financeiras.

No encontro de hoje [quarta-feira], em Maputo, o Governo reiterou, através de Max Tonela e do ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, o “forte empenho” no projeto da Área 1.

Para o efeito, o ministro dos Recursos Minerais e Energia anunciou que o executivo moçambicano aprovou um plano de suporte ao empreendimento.

“Um plano de suporte ao projeto foi assinado na última semana”, com três objetivos que visam dar celeridade a todo o processo, referiu.

O primeiro objetivo prevê o “apoio do Governo para a execução atempada” do empreendimento, seguindo-se a “adoção e implementação das medidas necessárias para renovar e aprovar licenças, autorizações de trabalho e vistos dentro dos prazos, bem como para importar e exportar bens e serviços de forma eficiente”.

O plano acautela ainda “a rápida resolução de quaisquer questões ou disputas que possam surgir”.

As obras de preparação na península de Afungi, em Cabo Delgado, registam já avanços “formidáveis”, aguardando-se a decisão final de investimento no primeiro semestre do próximo ano para arrancar a construção da fábrica de GNL.

A Área 1 tem já garantida a venda de 9,5 milhões de toneladas de gás por ano “e, graças a cada um de vocês, um mega financiamento prestes a ser concretizado”, referiu Max Tonela, dirigindo-se às ECA.

Ao reiterar o empenho do Governo no projeto, o ministro da tutela fez referência também ao “firme compromissos do Presidente da República, Filipe Nyusi, em reforçar e consolidar a estabilidade política que Moçambique conquistou nos últimos 25 anos”.

O consórcio que explora a Área 1 é constituído pela norte-americana Anadarko (26,5%), a japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%) e a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores a outras duas companhias indianas, Oil India Limited (4%) e Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

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