“Aquaman”

Depois de participações secundárias em filmes de super-heróis com o selo da DC como “Batman Vs Super-Homem: O Despertar da Justiça” e “Liga da Justiça”, Aquaman tem finalmente direito ao seu filme, realizado por James Wan, o criador de séries de terror como “Saw” ou “A Evocação”, que se estreia aqui numa superprodução deste género. Jason Momoa interpreta Aquaman, a identidade heróica de Arthur Curry, o filho de um faroleiro que é na realidade o herdeiro do trono do mítico reino subaquático da Atlântida, e vai ter que liderar o seu povo contra o seu meio-irmão, Orm. Este quer unir todos os reinos marinhos sob o seu comando e declarar guerra ao mundo da superfície, invocando que está a poluir os mares. No elenco de “Aquaman” encontramos ainda Nicole Kidman, Willem Dafoe, Amber Heard, Patrick Wilson e Dolph Lundgren.

“Homem-Aranha: No Universo Aranha”

A primeira versão animada do Homem-Aranha data de 1967, numa série televisiva que apresentava as limitações gráficas, técnicas e económicas da altura. A diferença desse “Homem-Aranha” de há mais de 50 anos para este “Homem-Aranha: No Universo Aranha”, elaborado em animação digital para o cinema, é colossal. Além disso, este filme não se limita a ter um só Homem-Aranha, o nosso conhecido Peter Parker, já que a história, envolvendo dimensões paralelas que se abrem à nossa, põe em cena tantos Homens-Aranha quantos essas dimensões permitem – incluindo uma Mulher-Aranha adolescente e uma Menina-Aranha em estilo “anime” -, e mais um novinho em folha, o jovem Miles Morales (voz de Shameik Moore). Nicolas Cage, Chris Pine, Hailee Steinfeld e Liev Schreiber são outros actores  que participam vocalmente nesta animação.

“Colette”

Em 1991, Danny Huston realizou “Becoming Colette”, um filme biográfico desenxabido sobre a escritora francesa Colette, com Mathilda May no papel principal e Klaus Maria Brandauer no do seu marido Willy. Este novo filme sobre a autora da série “Claudine”, assinado por Wash Westmoreland (“O Meu Nome é Alice”), com Keira Knightley personificando a escritora e Dominic West como Willy, não adianta praticamente nada em relação ao de Huston, acrescentando apenas uns pózinhos feministas à arrumadinha descrição do período de vida e actividade literária de Colette que se propõe cobrir. A morneza em que “Colette” banha abrange mesmo a interpretação de Knightley, e a bota do elenco todo ele britânico não dá lá muito bem com a perdigota dos ambientes franceses e dos textos de Colette visualizados em francês.

“Roma”

Desde 2001, e “E a tua Mamã Também”, que Alfonso Cuarón não filmava no seu México natal. Voltou lá agora, e à sua infância, no início dos anos 70, para rodar “Roma”, uma produção da Netflix vencedora do Festival de Veneza, que leva o título do já um pouco decadente bairro de classe média da Cidade do México onde viveu com a família numerosa (pai, mãe, avó, dois irmãos, uma irmã e duas criadas, mais um cão). O filme teria que ser rodado a preto e branco, que para o realizador são as cores do passado, e ter como principal protagonista, pivô narrativo e emocional e filtro das memórias do próprio Cuarón, uma das duas criadas índias da família, Cleo (o seu modelo chama-se Libo, ainda hoje é viva e “Roma” é-lhe dedicado). “Roma” foi escolhido como filme da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.